Estamos numa época de correria filosófica (isso no meio e adjacências, claro, rs), com muita gente deslumbrada por soluções bizarras para os problemas clássicos da busca pela verdade, ansiosas por fingir que estão entendendo o que na verdade é nonsense, de modo a serem tidas como intelectualmente superiores pela sua estranha habilidade mental. Trocam a grandeza da realidade por esta vaidade momentânea. A mim, imune à febre gerada pelo coro, acusam de estar me apegando a um otimismo obsoleto – ainda desejando a Verdade, a Razão e a Objetividade em seus mitológicos trajes prateados e gloriosos. Não sou atingido por tais críticas, por saber – no que é uma análise interior clara e simples – não estar motivado por necessidades psicológicas, mas percebendo, ao contrário, que o velho e bom raciocínio encontra, por trás de toda essa balbúrdia, o sutil sentido que tentam suprimir em vão.
Maio 11, 2009 às 3:44 am |
Acho que todos achamos que haja um suitil sentido a ser encontrado.
Só não sabemos onde direito
Passei para lhe pedir para responder o meu comment nesse post.
http://brainstormers.wordpress.com/2009/04/24/compulsao-de-produzir/#comments
Maio 23, 2009 às 2:32 am |
Pois é, eu tenho a impressão de ter encontrado a solução teórica definitiva para os problemas da consciência e do livre-arbítrio, por exemplo (ambos correspondendo ao que pensa Dennett sobre o assunto). Estarei eu negligenciando algum sentido sutil? Não sei. Continuo pensando como posso. Não seria nosso defeito deixar de trocar idéias a respeito?
Maio 23, 2009 às 4:43 am |
Ou talvez seja antes o que Searle pensa sobre o assunto. Costumava achar que Searle era dualista ou algo do gênero, mas pelo que vi ele parece propor o mesmo tipo de monismo que eu: um monismo em que a consciência como ocorre só é observável numa visão de primeira pessoa e nunca de terceira; somente como ser e nunca como objeto externo. Toda a observação que temos da realidade é virtual (só se pode ver representações virtuais da realidade e nunca ela mesma diretamente, o que seria ilógico, pois ela não tem aparência). E a realidade virtual é naturalmente prone a modificações livres, que a fazem diferir da realidade física nos aspectos que chamamos de qualitativos da consciência.
http://en.wikipedia.org/wiki/Biological_naturalism
A explicação de Searle sobre subjetividade ontológica é bastante pertinente e útil.