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	<title>Diário da Aventura Humana v2.0</title>
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		<title>Filosofia DeLorean!</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Jan 2012 05:31:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paralelo (Lauro Edison)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
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		<description><![CDATA[Você conhece as interessantes discussões filosóficas envolvendo a trilogia De Volta Para o Futuro? Por exemplo a (entre os fãs) disputadíssima tese de que, durante o segundo filme, há um momento em que 4 DeLoreans coexistem no ano de 1955 &#8211; e toda uma ala de fãs argumenta que, na verdade, só chegamos a ter [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aventurahumana.wordpress.com&amp;blog=2837552&amp;post=366&amp;subd=aventurahumana&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://aventurahumana.files.wordpress.com/2012/01/dmc-12.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-367" title="DeLorean" src="http://aventurahumana.files.wordpress.com/2012/01/dmc-12.jpg?w=450" alt=""   /></a></p>
<p>Você conhece as interessantes discussões filosóficas envolvendo a trilogia <em>De Volta Para o Futuro</em>? Por exemplo a (entre os fãs) disputadíssima tese de que, durante o segundo filme, há um momento em que 4 DeLoreans coexistem no ano de 1955 &#8211; e toda uma ala de fãs argumenta que, na verdade, só chegamos a ter 3 DeLoreans.</p>
<p>Ou então, também no segundo filme, aquilo que talvez seja uma contradição fatal na trilogia: o fato de o velho vilão Biff Tannen, em 2015, retornar a 1955 para entregar ao jovem Biff Tannen um almanaque com os corretos resultados esportivos até o ano 2000, que o permitirá enriquecer através de apostas, alterando assim o passado &#8211; e então chegamos a um 1985 alternativo e sombrio em que a cidade de Hill Valley está aos pedaços, exceto pelo império de Tannen, &#8220;o homem mais sortudo da Terra&#8221;. O problema é que, aparentemente, segundo as regras da própria trilogia, isto deveria implicar o deseparecimento dos heróis Doc Brown e Marty McFly (então presos em 2015), dado que tiveram seus passados igualmente alterados: Doc Brown não inventou a máquina do tempo, e sim foi internado num manicômio; e Marty estava na Europa. É pior: se a máquina do tempo não foi inventada, o velho Biff Tannen não poderia tê-la usado para encontrar sua versão jovem. Paradoxo! Pelas palavras do próprio doutor Emmett Brown ao longo da trilogia, isto acarretaria o colapso do universo.</p>
<p>A principal comunidade do orkut declara, num tom de orgulho nacionalista, o fato de a saga ser totalmente imune a furos de enredo. E obviamente as defesas dos fãs (que vou chamar de) &#8220;perfeitistas&#8221; da trilogia, contra a contradição apontada acima, envolvem desde a postulação de universos paralelos (bem como a crucial diferença deste conceito para o de &#8220;realidade alternativa&#8221;, mencionado no filme) até especulações interessantíssimas sobre qual a verdadeira natureza do Tempo em <em>De Volta Para o Futuro</em> &#8211; só que essas visões têm seus próprios problemas e tudo é igualmente bem objetado, é claro, pelos fãs &#8220;defeitistas&#8221;, hehe. Para apimentar, Robert Zemeckis e Bog Gale (responsáveis pela trilogia), deram uma <span style="color:#008080;"><a href="http://tinyurl.com/6pusrgk" target="_blank"><span style="color:#008080;"><strong>entrevista</strong></span></a></span> sobre o &#8220;funcionamento&#8221; da saga que, nas sutilezas que deixa em aberto, parece quase calculada para fomentar a especulação! O resultado final parece uma discussão teológica nos moldes da Idade Média, cheia de argumentos fortes misturados com apelações bizarras, com direito a uma Bíblia (a entrevista) sujeita a interpretações diversas.</p>
<p>Toda essa intriga, claro, é um prato cheio na interface entre filosofia do tempo (de dar mil vertigens por si só) e filosofia da ficção (o que vale na hora de saber a verdade sobre uma obra de ficção? Acréscimos do autor contam, ou só a obra em si é o &#8220;material empírico&#8221; de investigação?). E uma análise aprofundada, aqui, não precisaria ser só um sequestro da filosofia pelo entretenimento (se bem que isso bastaria, hehe). Quem sabe quais boas e mesmo cruciais ideias a análise lógica do tempo fictício da trilogia &#8211; seja ele inconsistente ou não &#8211; pode fornecer? Eu, pelo menos, sou bem entusiasta desse tipo de abordagem. Na verdade, considerando o quanto é potencialmente limitadora a tradição filosófica, isto é, o enquadramento mais ou menos consensual (e talvez aprisionador) em que cada geração debate as ideias, é provavelmente preciosa qualquer elaboração intelectual esmerada que tenha partido de não-filósofos &#8211; sejam o que forem, eles são livres de preconceitos. E o tempo de <em>De Volta Para o Futuro</em>, especialmente, foi cuidadosamente pensado pelos seus criadores. Creio ser uma matéria-prima excelente.</p>
<p>Quanto aos 4 DeLoreans, quem tem a trilogia fresca na memória pode me acompanhar&#8230; Estamos em 1955. É o final do segundo filme, quando o DeLorean voador do Doc Brown é acidentalmente atingido por um raio e vai parar no Velho-Oeste, em 1885, deixando Marty preso em 1955 sem máquina do tempo. Neste ponto, vemos Marty receber uma carta redigida há 70 anos pelo mesmo Doc Brown que acabara de desaparecer no céu. O que a carta informa? Que o DeLorean (o mesmo que acabara de ser atingido pelo raio e foi pra 1885) ficou essas sete décadas escondido em uma mina. É com ele que Marty poderá, enfim, retornar para sua verdadeira época, 1985. Mas para consertar esse carro, abandonado há 70 anos, Marty precisará da ajuda do Doc Brown jovem (digo, menos velho, rs) de 1955. E onde ele está? Despachando o <em>outro</em> DeLorean que, no final do primeiro filme, vemos retornar para 1985 pela primeira vez. Por fim, no contexto da história, é o mesmo dia em que o velho Biff Tannen entregou o almanaque para o jovem Biff Tannen &#8211; então também <em>este</em> DeLorean está por aí (antes de retornar a 2015 e ser recuperado pelos heróis, daí ir pra 1985 e ver Hill Valley dominada por Biff e, por fim, retornar a 1955 para consertar a merda e, acidentalmente, ir parar em 1885 e ficar enterrado por 70 anos até 1955 outra vez&#8230; fuck yea.)</p>
<p>Em resumo, os quatro DeLoreans coexistindo neste dia de 1955 seriam esses:</p>
<blockquote><p><strong><span style="color:#000000;">1)</span></strong> <span style="color:#333333;">Aquele que vemos no primeiro filme, que vai para 1955 quando Marty foge dos Líbios e retorna para 1985 através do raio da Torre do Relógio.</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><strong>2)</strong></span> <span style="color:#333333;">O utilizado pelo velho Biff Tannen, saído de 2015, para fazer com que o jovem Tannen enriqueça.</span></p>
<p><strong><span style="color:#000000;">3)</span></strong> <span style="color:#333333;">O que retorna a 1955 exatamente para evitar a ação do velho Biff Tannen, acima &#8211; e que acidentalmente vai para 1885, após ser atingido por um raio.</span></p>
<p><strong><span style="color:#000000;">4)</span></strong> <span style="color:#333333;">O que, chegado acidentalmente a 1885, ficou 70 anos enterrado numa caverna até ser desenterrado por Marty.</span></p></blockquote>
<p>Antes de dizer o que há possivelmente de errado com a tese, comento que a questão da <strong>identidade</strong> do DeLorean, supostamente o mesmo e quatro carros diferentes (Santíssima Quadrindade, hehe) em 1955, é um ponto interessante por si só.</p>
<p>O problema é o seguinte: num certo sentido, o DeLorean 4 só surge &#8220;após&#8221; o DeLorean 3 ser atingido pelo raio e desaparecer.</p>
<p>Reflita sobre isso. Perceba que intrigante!</p>
<p>Enquanto o DeLorean 3 paira no céu, antes de ser atingido pelo raio e ir parar em 1885, <strong>não há</strong> nenhum DeLorean 4 enterrado há 70 anos numa caverna de Hill Valley. Este passa a &#8220;ter estado enterrado nos últimos 70 anos&#8221; apenas <strong>depois</strong> que o DeLorean 3 desaparece. Daí que só chegam a coexistir três DeLoreans, de fato. Quer dizer, pelo menos a princípio. O caso é que, uma vez tendo ocorrido de o DeLorean 3 ser atingido pelo raio, isto outra vez muda o passado e, consequentemente, muda o presente (1955). Então a história &#8220;oficial&#8221; e &#8220;atemporal&#8221; do Universo <em>passa a ser que</em>, naquele dia de 1955, havia sim um DeLorean enterrado na caverna há 70 anos, precisamente porque sua contraparte (3) estava prestes a ser atingida por um raio!</p>
<p>Isto, claro, nos joga para uma noção de &#8220;meta-tempo&#8221;, um tempo de ordem superior a partir do qual podemos analisar aquele dia de 1955:<strong> &#8220;antes&#8221;</strong> só 3 DeLoreans coexistiam e <strong>&#8220;depois&#8221;</strong> &#8211; por causa do terceiro DeLorean alterar o passado e, logo, o próprio presente em que estava &#8211; 4 DeLoreans passaram a coexistir.</p>
<p>O mais próximo de um consenso a que os fãs chegam é assumir a seguinte tese (bastante plausível, aliás): de fato 4 DeLoreans coexistiram do ponto de vista &#8220;panorâmico&#8221; e &#8220;concluído&#8221; de toda a trilogia <em>De Volta Para o Futuro</em>, no entanto essa linha &#8220;final&#8221; do tempo não é exibida nos filmes &#8211; o que vemos, em lugar dela, é a linha de tempo anterior ao DeLorean 3 ir a 1885 alterar o passado. O que vemos no segundo filme, portanto, é a versão em que apenas 3 DeLoreans coexistiram. E essa versão é alterada assim que vemos, no final do segundo filme, o DeLorean 3 desaparecer no céu &#8211; veja que louco: <em>passa a ser verdade</em> que, segundos antes, 4 DeLoreans coexistiam; mas isto <em>ainda não era verdade</em> na versão de &#8220;poucos segundos antes&#8221; em que estávamos.</p>
<p>Isso, claro, não satisfaz a todos. Quem disse que o passado já não estava &#8220;alterado&#8221; mesmo na linha de tempo que o filme mostra? Por que já não havia um DeLoren 4 enterrado, se o DeLorean 3 de fato estava prestes a retornar a 1885? Aí, claro, há toda outra linha de argumentação sobre a lógica interna da trilogia &#8211; se fosse assim, por exemplo, teríamos um segundo Marty no baile desde o primeiro filme! Mas aí há quem ouse dizer que, sim, já havia &#8211; apenas a câmera nunca o mostrava (ou até o mostrava &#8220;subliminarmente&#8221; segundo certos paranoicos!). Era mesmo essa a intenção dos criadores? E isso faz diferença? Será que deveríamos analisar os ângulos do baile, entre o primeiro e o segundo filme, para talvez provar que o segundo Marty deveria aparecer em certo local vazio do primeiro filme? E isso contaria ou seria descartado como mero &#8220;erro de continuidade das filmagens&#8221;? Obviamente, a controvérsia é estritamente infinita, hehe&#8230;</p>
<p>Podemos, contudo, tentar formar alguma imagem coerente e plausível. Talvez seja possível. E, se não for, o exercício filosófico é magnífico por si.</p>
<p>*****</p>
<p>Haveria, é claro, muito mais a dizer de interessante sobre as complexidades da trilogia, em interface com a filosofia do tempo e da ficção. Por exemplo, a ideia estranha (e que parece implicar um meta-tempo) de que as mudanças no passado alteram o presente e o futuro não de forma &#8220;instantânea&#8221;, mas gradual, como numa onda de propagação &#8211; isto tanto está implícito com as fotos onde as pessoas vão desaparecendo gradualmente, quando explícito na mencionada entrevista. Outro ponto é se a mudança do passado gera universos paralelos, ou simplesmente muda o bloco único de espaço-tempo: a preferência é do segundo caso, por outros tantos motivos. Talvez eu me convença, em algum momento, de que vale a pena fazer um modesto &#8220;tratado&#8221; sobre tudo isso. Pelo menos eu e os demais fãs da trilogia nos divertiríamos. <img src='http://s0.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Cotidiano Paralelo</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Sep 2011 22:03:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paralelo (Lauro Edison)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Idealismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse texto singelo é uma justa homenagem a uma pessoa que eu nunca amei tanto quanto agora: Lauro Edison, hehe. Algumas poucas pessoas, em especial uma, sabem o quanto é oportuno que eu me sinta assim justo&#8230; agora! =D “Nunca tenha medo de arriscar, de arriscar! Eu já falei a você sobre o Equus, não [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aventurahumana.wordpress.com&amp;blog=2837552&amp;post=353&amp;subd=aventurahumana&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#000000;">Esse texto singelo é uma justa homenagem a uma pessoa que eu nunca amei tanto quanto agora: Lauro Edison, hehe.</span><span style="color:#000000;"> Algumas poucas pessoas, em especial uma, sabem o quanto é oportuno que eu me sinta assim justo&#8230; agora! =D</span></p>
<blockquote><p><span style="color:#008080;"><em>“Nunca tenha medo de arriscar, de arriscar! Eu já falei a você sobre o Equus, não falei? Aquele doutor, Dr. Dysart, com quem eu muito me identifiquei&#8230; Viu que era melhor se arriscar na loucura e cegar cavalos com espetos de metal, do que ser seguro e convencional e monótono.”</em></span></p>
<p><span style="color:#000000;">[rpg] Mago ● A Ascensão</span><br />
<span style="color:#000000;"> <strong>Christopher Durang</strong></span></p></blockquote>
<p><span style="color:#000000;">Era pra eu ter dormido umas 2 da madrugada. Um lapso, bem mais que um lapso aliás (ela sabe), e fui dormir às 6! Devia ter acordado 11 da manhã, acordei 4 da tarde. Falha! O cotidiano esmerado, estudado, planejado, outra vez saiu completamente dos trilhos. Como corrigir a rota? Antigamente, e não muito, isso levava até um mês pra corrigir. Agora precisa levar um dia no máximo. Pra dormir mais cedo, só uma solução forçada: duas latas de cerveja na hora certa. Funcionou bem, e dormi às 4 da manhã &#8211; pela natureza, teria ido dormir às 8.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Mas álcool tem consequências óbvias na manhã seguinte: depressão irracional, apatia, cérebro derretido, tédio de pré-adolescente. Ainda bem: sou um robô previsível e tenho o manual de instruções. Solução, desta feita, é outra: modafinil e muita cafeína, mais um energético qualquer. 45 minutos. Parece que tenho 18 anos. O fígado ou os rins vão cobrar caro demais isso um dia? Não necessariamente. Também estou ligado e me prevenindo. Fato: estou pronto para o dia. Cores de aurora grega pra onde olho. E estarei melhor ainda a seguir: 25 minutos de esteira, pesos aumentados na academia. Nem dói, é desafiador e estimulante &#8211; modafinil faz mágica. Uma gostosa de rabo impossível entra na academia e, num lapso instintivo, supera a mulher que amo. Dura uns 10 segundos. Impossível controlar, os homens e as mulheres espertas o sabem. Os afetos são sagrados, a natureza é vulgar, hehe. Eu amo essa sensação. Note como o detalhe marcou meu dia. &#8220;Homens!&#8221;, se conforma a outra espécie. Obviamente o instinto não nubla minha razão, nem mesmo durante os 10 segundos magníficos. Talvez é disso que eu goste: de estar à frente de minha biologia. Salve Dawkins. Talvez não seja suficiente pra ela. Então que se foda ela, hehe. Aparentemente ninguém está a salvo de burrices pontuais, nem os melhores. E, como sempre, burrice = tragédia. Salve Tyler Durden.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Está frio. Sair da academia acabaria em choque térmico. E gripo fácil. Quase esgotado, tenho uma decisão simples a tomar: voltar correndo. Assim a temperatura corporal se mantém apesar do frio. E os 9 minutos se tornam 1 minuto e meio, o que é um lindo bônus pelo esforço. Cansa? Sim, mas como posso sentir o cansaço, tão dopado pela felicidade artificial do modafinil e da esteira? Impossível. A resistência à dor vai ao máximo. Chego em casa ofegante. Proteínas, ferro, mielina e vitaminas já me aguardam estrategicamente. Tomo um bom banho. Esse texto vinha se escrevendo na minha cabeça desde que as drogas fizeram efeito. Aqui estou eu.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Eu obrigo esse organismo degenerado de 29 anos a ter 18 outra vez.</span><br />
<span style="color:#000000;"> O cérebro acompanha. Fuck yea.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Agora, não pleno, mas de certo modo melhor que isso: sem precisar estar pleno, voltarei a estudar Cálculo.</span><br />
<span style="color:#000000;"> Imune a tudo o que eu não controlo (i. e., a estupidez alheia; alheias).</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Pra manter esse estado vigoroso, é preciso matar um leão por dia.</span><br />
<span style="color:#000000;"> Mas cada dia é mais fácil matá-lo.</span></p>
<blockquote><p><span style="color:#008080;"><em>“Que nosso fogo interno esteja ao máximo, para esquentar a regra ao rubro e modificá-la! Que nossa realidade interior seja tão forte que corrija a realidade exterior! E que nossas paixões sejam devorantes, mas que tenhamos um apetite de viver ainda maior, para devorá-las!”</em></span></p>
<p><span style="color:#000000;">- As paixões segundo Dali,</span><br />
<span style="color:#000000;"> <strong>Louis Pauwels e Salvador Dali</strong></span></p></blockquote>
<p><span style="color:#000000;">Eu sou forte. Você é?</span><br />
<span style="color:#000000;"> Seja quem for, seja. Aprenda a ser.</span><br />
<span style="color:#000000;"> Eu sei que parece impossível. Eu digo, você está iludido.</span><br />
<span style="color:#000000;"> “Evolua, e deixe os pedaços caírem onde tiverem que cair.”</span></p>
<blockquote><p><span style="color:#008080;"><em><em>“</em>Bata forte, porque a vida é surda.</em><em>”</em></span><br />
<span style="color:#000000;"><strong>- Chumbawamba</strong></span></p></blockquote>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/aventurahumana.wordpress.com/353/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/aventurahumana.wordpress.com/353/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/aventurahumana.wordpress.com/353/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/aventurahumana.wordpress.com/353/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/aventurahumana.wordpress.com/353/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/aventurahumana.wordpress.com/353/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/aventurahumana.wordpress.com/353/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/aventurahumana.wordpress.com/353/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/aventurahumana.wordpress.com/353/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/aventurahumana.wordpress.com/353/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/aventurahumana.wordpress.com/353/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/aventurahumana.wordpress.com/353/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/aventurahumana.wordpress.com/353/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/aventurahumana.wordpress.com/353/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aventurahumana.wordpress.com&amp;blog=2837552&amp;post=353&amp;subd=aventurahumana&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Loucura Infinita</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Jun 2011 12:29:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paralelo (Lauro Edison)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>

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		<description><![CDATA[Fiquei devendo esse post sobre o &#8220;Argumento Diagonal de (Georg) Cantor&#8221;, algo aparentemente sisudo mas na verdade chocante, quando falei do infinito dois posts atrás. Para simplificar, excluirei números negativos da explicação. E escreverei as decimais usando ponto, em vez de vírgula, para não confundir com as vírgulas do texto. O que você verá a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aventurahumana.wordpress.com&amp;blog=2837552&amp;post=332&amp;subd=aventurahumana&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#000000;">Fiquei devendo esse post sobre o &#8220;Argumento Diagonal de (Georg) Cantor&#8221;, algo aparentemente sisudo mas na verdade chocante, quando falei do infinito dois posts atrás. Para simplificar, excluirei números negativos da explicação. E escreverei as decimais usando ponto, em vez de vírgula, para não confundir com as vírgulas do texto.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#000000;">O que você verá a seguir é a explicação de por que existem mais números entre</span> <span style="color:#000080;"><strong>0</strong></span> e <span style="color:#000080;"><strong>1</strong></span><span style="color:#000000;"> (números &#8220;complicados&#8221; como </span><span style="color:#000080;"><strong>0.5</strong></span>,<span style="color:#000080;"><strong> 0.222</strong></span>,<span style="color:#000080;"><strong> 0.36146</strong></span>, <span style="color:#000080;"><strong>0.62626262&#8230;</strong></span>, <span style="color:#000080;"><strong>0.172837846&#8230;</strong></span>) <span style="color:#000000;">do que<em> todos</em> os números &#8220;simples&#8221; como</span> <span style="color:#000080;"><strong>1</strong></span>,<strong><span style="color:#000080;"> 2</span></strong>, <span style="color:#000080;"><strong>6</strong><strong> </strong></span>, <span style="color:#000080;"><strong>10</strong><strong></strong></span>, <span style="color:#000080;"><strong>42</strong><strong></strong></span>, <span style="color:#000080;"><strong>339</strong></span>, <strong><span style="color:#000080;">1777326</span></strong>, <span style="color:#000000;">etc. E por que eu tenho a desconfiança herética de que tal explicação está errada (&#8220;herética&#8221; é eufemismo&#8230; minha desconfiança é considerada ridícula por qualquer especialista).</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Claro que escrevi de um modo que tentasse impressionar até o mais leigo em matemática. O que chamei de números &#8220;simples&#8221;, na verdade, é o conjunto dos números naturais, simbolizado por l<strong>N</strong> e formado pela série 1, 2, 3, 4, 5&#8230; ao infinito. E o que chamei de números &#8220;complicados&#8221; é o conjunto dos números reais, simbolizado por l<strong>R</strong> e incluindo, além de todos os números naturais, também números &#8220;quebrados&#8221; como 2.5 ou pi, que é &#8220;3.14159&#8230; e nunca acaba&#8221;. Só observe que, aqui, &#8220;2.5&#8243; e &#8220;3.14159&#8230;&#8221; não servem, pois são maiores que 1, e só vou falar dos números reais entre</span> <span style="color:#000080;"><strong>0</strong></span> e <span style="color:#000080;"><strong>1</strong></span>, <span style="color:#000000;">como eu disse. Não que haja algo especial entre <strong>0</strong> e <strong>1</strong> &#8211; serviria entre zero e meio, entre 1 e 2, entre 4 e 7, entre 344 e 900; serviriam inclusive todos os números reais. Simplesmente, precisamos de algum foco, e minha explicação será mais fácil com o exemplo do intervalo entre</span> <span style="color:#000080;"><strong>0</strong></span> e <strong><span style="color:#000080;">1</span></strong>.</p>
<p><span style="color:#000000;">A ideia inicial de Georg Cantor, matemático que revolucionou a concepção do infinito em fins do século XIX, é que dois conjuntos possuem o mesmo tamanho se seus elementos puderem ser dispostos em duplas, sem que sobre nenhum elemento sem par. É o que se chama de &#8220;correspondência um-a-um&#8221;. Em qualquer exemplo finito, isto é óbvio: se tenho uma caixa de maçãs e um grupo de pessoas, e cada pessoa fica exatamente com uma maçã, sem sobrar nenhuma maçã sem dono, e nenhuma pessoa sem maçã, isto prova que a quantidade de pessoas e de maçãs é a mesma &#8211; mesmo que não saibamos que quantidade é essa.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Cantor aplicou a mesma ideia a conjuntos infinitos. Note as duplas a seguir: de um lado, todos os números naturais (l<strong>N</strong>); de outro, apenas números naturais pares (P):</span></p>
<p><span style="color:#000000;">l<strong>N &lt;&#8212;&#8211;&gt; </strong>P<strong></strong></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><strong>1</strong><strong> &lt;&#8212;&#8211;&gt; </strong>2<strong><br />
2</strong><strong> &lt;&#8212;&#8211;&gt; </strong>4<strong><br />
3</strong><strong> &lt;&#8212;&#8211;&gt; </strong>6<strong></strong></span><br />
<span style="color:#000000;"> <strong>4 &lt;&#8212;&#8211;&gt; </strong>8</span><br />
<span style="color:#000000;"> <strong>5 &lt;&#8212;&#8211;&gt; </strong>10</span><br />
<span style="color:#000000;"> &#8230;<strong></strong><strong></strong>ao infinito.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Como para cada número natural há um e somente um número par correspondente, a tal correspondência um-a-um, então os dois conjuntos &#8211; por incrível que pareça &#8211; possuem o mesmo tamanho. Exatamente como oito fatias de pizza para oito pessoas.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Mas isto <em>não ocorre</em> entre números números naturais e números reais &#8211; nem mesmo considerando apenas os números reais que há entre </span><span style="color:#000080;"><strong>0</strong></span> e <strong><span style="color:#000080;">1</span></strong>.</p>
<p><span style="color:#000000;">Cantor mostra isto do seguinte modo: imagine o contrário, isto é, imagine que você <em>pudesse</em> fazer correspondência um-a-um entre números naturais e números reais entre</span><span style="color:#000080;"><strong> 0</strong></span> e <span style="color:#000080;"><strong>1</strong></span><span style="color:#000000;"> (doravante, &#8220;números reais entre </span><span style="color:#000080;"><strong>0</strong></span> e <span style="color:#000080;"><strong>1</strong><span style="color:#000000;">&#8221; será <em>abreviado</em> para &#8220;números reais&#8221;</span></span>). Isto significaria que, para cada número natural, poderíamos associar um número real, sem que sobrasse número algum sem correspondente, em qualquer grupo. Por exemplo, o número &#8220;<strong>1</strong>&#8221; seria associado com &#8220;<span style="color:#000080;"><strong>0.75629&#8230;</strong></span>&#8220;; o número &#8220;<strong>2</strong>&#8221; com &#8220;<strong><span style="color:#000080;">0.00321&#8230;</span></strong>&#8220;; &#8220;<strong>3</strong>&#8221; com &#8220;<span style="color:#000080;"><strong>0.91526&#8230;</strong></span>&#8220;, <span style="color:#000000;">e assim por diante, ao infinito, <em>sem sobrar número nenhum </em>(já vou explicar por que coloquei os reais fora de ordem). Mas isto é chocantemente impossível &#8211; ou assim parece concluir o argumento de Cantor (essa é minha ressalva ridícula, ignore).</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><strong>Detalhe</strong>: você certamente notou que coloquei os números reais fora de ordem acima. Sim, eu os embaralhei. É mais fácil explicar assim. E, na verdade, não dá pra colocá-los em ordem! Depois de um número real qualquer existem infinitos outros, mas nenhum é &#8220;o próximo número&#8221;. Mesmo que eu forçasse a barra pra fazer isso, teria no máximo uma lista assim: &#8220;<strong>1</strong>&#8221; com &#8220;</span><span style="color:#000080;"><strong>0.00000</strong><strong>&#8230;</strong></span><span style="color:#000000;">&#8220;; o número &#8220;<strong>2</strong>&#8221; com &#8220;</span><span style="color:#000080;"><strong>0.00000</strong><strong>&#8230;</strong></span>&#8220;;<span style="color:#000000;"> &#8220;<strong>3</strong>&#8221; com &#8220;</span><span style="color:#000080;"><strong>0.00000&#8230;</strong></span><span style="color:#000000;">&#8221; &#8211; não se trata do mesmo número repetido, mas a diferença entre eles só poderia aparecer infinitas casas decimais após as reticências&#8230; Impossível mostrar. Então, é preciso embaralhá-los para explicar o argumento; mas isso não é problema: a quantidade de cartas não muda se você embaralhá-las.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Hora da ação: dada <em>qualquer lista possível</em> de duplas entre, de um lado, números naturais e, de outro, números reais<strong></strong>, dá pra descobrir um número real que <em>está entre</em> </span><strong><span style="color:#000080;">0</span></strong> <em>e</em> <span style="color:#000080;"><strong>1</strong></span><span style="color:#000000;"> <em>e, mesmo assim, não está na lista!</em></span></p>
<p><span style="color:#000000;">Digamos, por exemplo, que a lista supostamente<strong> completa</strong>, com todos os números naturais de um lado, e todos os números reais de outro, seja esta (é uma lista infinita, então claro que só cabe parte dela aqui &#8211; mas não faz diferença):</span></p>
<p>l<strong>N &lt;&#8212;&#8211;&gt; </strong><span style="color:#000080;">l<strong>R</strong></span> (entre <span style="color:#000080;"><strong>0</strong><strong> </strong></span>e<span style="color:#000080;"><strong> 1</strong></span>)<strong></strong></p>
<p><strong>1</strong><strong> &lt;&#8212;&#8211;&gt; <span style="color:#000080;">0.75629&#8230;</span><br />
2</strong><strong> &lt;&#8212;&#8211;&gt; </strong><span style="color:#000080;"><strong>0.00321</strong></span><strong><span style="color:#000080;">&#8230;</span><br />
3</strong><strong> &lt;&#8212;&#8211;&gt; <span style="color:#000080;">0.91526&#8230;</span></strong><br />
<strong>4 &lt;&#8212;&#8211;&gt; <span style="color:#000080;">0.43728&#8230;</span></strong><br />
<strong>5 &lt;&#8212;&#8211;&gt; <span style="color:#000080;">0.17265&#8230;</span></strong><br />
&#8230;<strong></strong><strong></strong>ao infinito.</p>
<p><span style="color:#000000;">Parece perfeito: todos os naturais à esquerda; todos os reais (entre</span> <span style="color:#000080;"><strong>0</strong></span> e <span style="color:#000080;"><strong>1</strong></span>, <span style="color:#000000;">lembre) à direita. Todos mesmo?</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Cantor consegue descobrir um número (na verdade, infinitos números, mas um já basta) que está entre </span><strong><span style="color:#000080;">0</span></strong> e <strong><span style="color:#000080;">1</span></strong>, <span style="color:#000000;">mas que não pode estar nesta lista. E ele consegue fazer isso com qualquer lista possível, em qualquer ordem, diga-se. O que, claro, prova que nenhuma lista pareada lado-a-lado com os números naturais pode conter<strong> todos</strong> os números reais<strong></strong>. De fato, sobram obrigatoriamente infinitos números reais fora da lista!<br />
</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Como Cantor descobre esses números &#8220;não listados&#8221;?</span></p>
<p>Antes de mais nada, tome o seguinte cuidado para não se perder: <span style="color:#000080;"><strong>0.75629&#8230;</strong></span> é um número. Já o primeiro <span style="color:#000080;"><strong>7</strong></span> após o ponto (bem como o <span style="color:#000080;"><strong>5</strong></span> ou o <span style="color:#000080;"><strong>9</strong></span>) é um algarismo, ou uma casa decimal. Então o que temos, em nosso exemplo principal, é uma lista infinita de <em>números</em> (entre <span style="color:#000080;"><strong>0</strong></span> e <span style="color:#000080;"><strong>1</strong></span>), e cada número tendo infinitos algarismos. Assim, não confunda as duas coisas.</p>
<p><span style="color:#000000;">Cantor usa a seguinte estratégia: se um número for diferente de <em>todos</em> os que estão na lista, então é claro que ele não está na lista. Para isso, Cantor começa humilde: quer achar um número que seja diferente apenas do<em> primeiro</em> da lista. Fácil, não? O primeiro número de nossa lista, por acaso, é</span> <strong><span style="color:#000080;">0.<span style="text-decoration:underline;">7</span>5629</span></strong>&#8230; (não sublinhei o &#8220;7&#8243; à toa&#8230; observe) <span style="color:#000000;">Não sabemos, é claro, quais outros algarismos compõem este número após as reticências. São infinitos, afinal. Com dez casas decimais, este número poderia bem ser </span><span style="color:#000080;"><strong>0.7562988765&#8230;</strong></span>,<span style="color:#000000;"> por exemplo, mas tanto faz. Não importa aqui. Basta olhar para a <em>primeira</em> casa decimal, que no caso é</span> <span style="color:#000080;"><strong>7</strong></span>, e entender o seguinte: qualquer número cuja <em>primeira</em> casa decimal seja diferente de <span style="color:#000080;"><strong>7 </strong></span><span style="color:#000000;">é, obviamente, diferente do <em>primeiro</em> número de nossa lista &#8211; mesmo que todas as outras casas decimais sejam iguais. Assim, o número</span> <span style="color:#000080;"><strong>0.<span style="color:#ff0000;">8</span>5629</strong>&#8230;</span>,<span style="color:#000000;"> não importa como continue, é sem dúvida diferente do primeiro número de nossa lista. De fato, e é isto o que importa aqui, <em>todos os números começados com </em></span><strong><span style="color:#ff0000;">8</span></strong> (ou qualquer outro valor que não <span style="color:#000080;"><strong>7</strong></span>) <span style="color:#000000;">são diferentes de nosso primeiro número.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Agora, claro, Cantor dá o próximo passo: que este número, que já vimos ser diferente do primeiro da lista, <em>também seja diferente do segundo da lista</em>. Oras, o nosso <em>segundo</em> número é</span> <span style="color:#000080;"><strong>0.0<span style="text-decoration:underline;">0</span>321</strong><strong>&#8230;</strong></span> <span style="color:#000000;">E seu <em>segundo</em> algarismo é</span> <span style="color:#000080;"><strong>0</strong></span>. <span style="color:#000000;">Obviamente, todos os números cujo segundo algarismo não seja</span> <span style="color:#000080;"><strong>0</strong></span> <span style="color:#000000;">são diferentes de nosso segundo número &#8211; e o importante é que podemos ter <strong>certeza</strong> disso mesmo que não conheçamos mais nada do número, além de que seu segundo algarismo não é zero! Com certeza, nosso candidato </span><span style="color:#000080;"><strong>0.8<span style="color:#ff0000;">5</span>629</strong>&#8230;</span>, <span style="color:#000000;">que é diferente do primeiro número da lista, também é diferente do segundo. Será diferente do terceiro?</span></p>
<p><span style="color:#000000;">A estratégia é a mesma, claro. Nosso <em>terceiro</em> número é </span><span style="color:#000080;"><strong>0.91<span style="text-decoration:underline;">5</span>26&#8230;</strong></span>, <span style="color:#000000;">cujo <em>terceiro</em> algarismo é</span> <strong><span style="color:#000080;">5</span></strong>. <span style="color:#000000;">Outra vez, qualquer número cujo terceiro algarismo não seja</span> <strong><span style="color:#000080;">5</span></strong> <span style="color:#000000;">não tem chance de ser o terceiro número de nossa lista. Por acaso, nosso candidato continua invicto:</span> <span style="color:#000080;"><strong>0.85<span style="color:#ff0000;">6</span>29</strong>&#8230;</span>.</p>
<p><span style="color:#000000;">Não preciso dizer que basta fazer o mesmo para o <em>quarto</em> número em sua <em>quarta</em> casa decimal, para o <em>quinto</em> em sua <em>quinta</em> casa, para o <em>centésimo</em> em sua <em>centésima</em> casa, e assim por diante, ao infinito. O resultado será um número que está entre</span> <span style="color:#000080;"><strong>0</strong></span> e <span style="color:#000080;"><strong>1</strong></span>, <span style="color:#000000;">pois começa com zero antes das casas decimais, <em>mas que é diferente do primeiro, do segundo, do centésimo, do milésimo e, enfim, de todos os números da lista.</em> Não está na lista, portanto!<br />
</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Chama-se isto de &#8220;Argumento Diagonal&#8221;, é claro, porque se trata de descobrir um número composto por algarismos respectivamente diferentes de cada algarismo desta diagonal:</span></p>
<p>l<strong>N &lt;&#8212;&#8211;&gt; </strong><span style="color:#000080;">l<strong>R</strong></span> (entre <span style="color:#000080;"><strong>0 </strong></span>e<span style="color:#000080;"><strong> 1</strong></span>)<strong></strong></p>
<p><strong>1</strong><strong> &lt;&#8212;&#8211;&gt; <span style="color:#000080;">0.<span style="color:#008000;">7</span>5629&#8230;</span><br />
2</strong><strong> &lt;&#8212;&#8211;&gt; </strong><span style="color:#000080;"><strong>0.0<span style="color:#008000;">0</span>321</strong></span><strong><span style="color:#000080;">&#8230;</span><br />
3</strong><strong> &lt;&#8212;&#8211;&gt;<span style="color:#000080;"> 0.91<span style="color:#008000;">5</span>26&#8230;</span></strong><br />
<strong>4 &lt;&#8212;&#8211;&gt; <span style="color:#000080;">0.437<span style="color:#008000;">2</span>8&#8230;</span></strong><br />
<strong>5 &lt;&#8212;&#8211;&gt; <span style="color:#000080;">0.1726<span style="color:#008000;">5</span>&#8230;</span></strong><br />
<span style="color:#000000;">&#8230;<strong></strong><strong></strong>ao infinito.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Como a diagonal nos dá o número 0.</span><span style="color:#008000;"><strong>70525</strong>&#8230;</span><span style="color:#000000;">, basta escolher um número cuja primeira casa decimal não seja</span><span style="color:#008000;"> <strong>7</strong></span>, <span style="color:#000000;">a segunda não seja</span> <span style="color:#008000;"><strong>0</strong></span><span style="color:#000000;">&#8230; a quinta não seja</span> <span style="color:#008000;"><strong>5</strong></span>&#8230; <span style="color:#000000;">a vigésima (após nossas reticências) não seja</span> <span style="color:#008000;"><strong>o-vigésimo-algarismo-do-vigésimo-número-da-lista</strong></span>,<span style="color:#000000;"> seja lá qual for&#8230; e assim por diante, sempre seguindo essa regra. O resultado será um número como, por exemplo, o nosso</span> <span style="color:#ff0000;"><strong><span style="color:#000080;">0.</span>85629</strong>&#8230;</span> <span style="color:#000000;">- um número diferente de todos os números da lista e que, portanto, não está na lista.</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><strong>Resumo da ópera:</strong> os números existentes entre </span><span style="color:#000080;"><strong>0</strong></span> e <span style="color:#000080;"><strong>1</strong></span><span style="color:#000000;"> <em>não cabem</em> numa lista ao lado dos números naturais &#8220;<strong>1</strong>, <strong>2</strong>, <strong>3</strong>, <strong>4</strong>, <strong>5</strong>,&#8230;&#8221; Qualquer lista deste tipo, embora inclua <em>todos</em> os números naturais de um lado, obrigatoriamente deixará de fora infinitos números reais de outro! Ergo, l<strong>N</strong>, embora infinito, é menor que</span> <strong> </strong><span style="color:#000080;">l<strong>R</strong></span>; <span style="color:#000000;">menor até que uma ínfima parte de<strong> </strong></span><span style="color:#000080;">l<strong>R</strong></span>, <span style="color:#000000;">aquela contida entre</span><strong><span style="color:#000080;"> 0</span></strong> e <strong><span style="color:#000080;">1</span></strong>.</p>
<p><span style="color:#000000;">*****</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><em><strong>Por que o Argumento Diagonal não me convence?</strong></em></span></p>
<p><span style="color:#000000;">Basicamente, por dois motivos.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">O primeiro deles é sem dúvida o menos importante, mas ei-lo.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Existe um contra-argumento básico ao Argumento Diagonal, hoje automaticamente descartado como ineficaz. Mas esse julgamento me parece questão de alergia, e não de consequência lógica. O contra-argumento é o seguinte: se minha lista A não inclui todos os números reais, pois Cantor sempre descobre números que estão fora dela, então basta pegar todos esses números novos, descobertos por ele, e incluir na lista. Obviamente, surgirá uma nova lista B, formada pelos antigos números e pelos novos, recém-descobertos por Cantor. Claro, Cantor poderá fazer o mesmo na lista B: mostrar que ela ainda não inclui todos os números reais, pois fatalmente há muitos outros fora dela. Bem, inclua estes também! Isto nos dará uma lista C. Continuando isso, teremos uma lista D, uma E, uma F, ao infinito.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Agora, dado este processo infinito, por que concluir: &#8220;isto mostra que nunca haverá lista completa&#8221; em vez de concluir: &#8220;<strong>todo e qualquer</strong> número real pode ser listado, afinal&#8230; Então <strong>todos</strong> podem ser listados&#8221;? <span style="color:#808080;">[Update 19.06.11 - pois pela mesma razão se poderia negar a correspondência entre naturais e pares (vide dois posts atrás), já que "nunca haverá lista completa". Cada lista A de Cantor define uma quantidade de números que está fora dela, nos dando uma lista B; o processo se repete; seja lá qual for o número real em questão, ele é listável em algum ponto. Então todos são listáveis. Só porque temos uma etapa a mais em jogo - em vez se apenas passar ao próximo número, <em>ad infinitum</em>, passar à próxima lista infinita, também <em>ad infinitum</em> - o duplo critério, sobre a impossibilidade de o processo se completar em ambos os casos, aparentemente não se justifica.]</span> Nem mesmo é claro se, após infinitas etapas (em vez de meramente finitas), não vamos obter a lista completa, afinal. Dada a extremamente difícil apreensão do conceito de &#8220;infinito&#8221; (que é o conceito que está em jogo aqui), não vejo como ter tanta segurança sobre o argumento de Cantor.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">O especialista, claro, vai me perguntar como essa suposta &#8220;lista completa&#8221;, obtida após infinitas etapas, poderia escapar do Argumento Diagonal. Como ela poderia ser diferente das listas parciais anteriores?</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Penso que ela poderia parecer com a lista que vou propor a seguir.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">E que é o meu segundo, e mais importante, motivo de ceticismo.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Note que, para Cantor, todos os infinitos &#8216;enumeráveis&#8217; são iguais (as aspas são porque, se eu estiver certo, não há tal coisa como infinito &#8216;não-enumerável&#8217;), <em>e a prova trabalha sob esse pressuposto</em>.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">A meu ver, ao contrário, cada infinito tem um tamanho específico, determinado pela sua quantidade específica de elementos. Não há &#8220;o infinito&#8221; como não há &#8220;o finito&#8221;.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Vejamos a lista embaralhada dos</span> <span style="color:#000080;">l<strong>R</strong></span> <span style="color:#000000;">entre</span> <span style="color:#000080;"><strong>0</strong></span> <span style="color:#000000;">e</span><span style="color:#000080;"><strong> 1</strong></span>:</p>
<p>0.<span style="color:#b22222;"><strong>6</strong></span>7892&#8230;<br />
0.8<span style="color:#b22222;"><strong>2</strong></span>374&#8230;<br />
0.11<span style="color:#b22222;"><strong>7</strong></span>95&#8230;<br />
0.641<span style="color:#b22222;"><strong>8</strong></span>8&#8230;<br />
0.1734<span style="color:#b22222;"><strong>8</strong></span>&#8230;<br />
.<br />
.<br />
.</p>
<p>Segundo Cantor, não importa como façamos tal lista, sempre podemos construir um número (na verdade, vários) que esteja fora dela. No caso da disposição acima, basta que nosso número tenha dígitos respectivamente diferentes de 6, 2, 7, 8, 8, etc. Por exemplo, o número 0.<strong><span style="color:#b22222;">74655&#8230;</span></strong> <span style="color:#000000;">(se continuamos o procedimento substitutivo após as reticências) não faz parte da lista em hipótese alguma.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Assim, prova-se (?) que há números reais não listáveis entre</span> <span style="color:#000080;"><strong>0</strong></span> e <strong><span style="color:#000080;">1</span></strong>.</p>
<p><span style="color:#000000;">Mas isso <em>apenas sob o pressuposto de que todos os infinitos naturais são iguais</em>.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Pois veja o que ocorre se usarmos a tática de Cantor para casos finitos. Tal analogia mostrará o que quero dizer:</span></p>
<p><span style="color:#000000;">a) Para duplas de 1 e 2:</span></p>
<p>0,<span style="color:#b22222;"><strong>1</strong></span>1<br />
0,1<span style="color:#b22222;"><strong>2</strong></span><br />
0,21<br />
0,22</p>
<p>A receita de Cantor nos permite forjar o número 0.<strong><span style="color:#b22222;">21</span></strong>. De fato, ele não está na parte da lista que a diagonal alcança. Mas está na parte debaixo (não estou usando os dígitos <strong>0</strong>, e de <strong>3</strong> a <strong>9</strong>, claro, para simplificar o exemplo).<span style="color:#000000;"><br />
</span></p>
<p><span style="color:#000000;">b) Para triplas de 1 e 2:</span></p>
<p>0,<span style="color:#b22222;"><strong>1</strong></span>11<br />
0,1<span style="color:#b22222;"><strong>1</strong></span>2<br />
0,12<span style="color:#b22222;"><strong>1</strong></span><br />
0,122<br />
0,211<br />
0,212<br />
0,221<br />
0,222</p>
<p><span style="color:#000000;">Outra vez, a receita nos permite 0.</span><strong><span style="color:#b22222;">222</span></strong>. <span style="color:#000000;">Outra vez, isso (só) prova que 0.222 não pode estar na parte atingida pela diagonal. Então, está abaixo dela. <em>Tem que estar</em>.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Quando aplicamos a estratégia ao infinito, Cantor presume que a quantidade de dígitos horizontalmente, por ser infinita, <em>tem que ser igual</em> à quantidade de números verticalmente, que também é infinita. Tal pressuposição implica que o infinito é &#8220;quadrado&#8221; e, portanto, que a diagonal sempre esgota a lista:</span></p>
<p>0,<span style="color:#b22222;"><strong>y</strong></span>xxxx&#8230;<br />
0,x<span style="color:#b22222;"><strong>y</strong></span>xxx&#8230;<br />
0,xx<span style="color:#b22222;"><strong>y</strong></span>xx&#8230;<br />
0,xxx<span style="color:#b22222;"><strong>y</strong></span>x&#8230;<br />
0,xxxx<span style="color:#b22222;"><strong>y</strong></span>&#8230;<br />
<span style="color:#000000;">.</span><br />
<span style="color:#000000;"> .</span><br />
<span style="color:#000000;"> .</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Mas, retire-se a pressuposição de que os infinitos são iguais, e em certo sentido ocorre o seguinte:</span></p>
<p>0,<span style="color:#b22222;"><strong>y</strong></span>xxxx&#8230;<br />
0,x<span style="color:#b22222;"><strong>y</strong></span>xxx&#8230;<br />
0,xx<span style="color:#b22222;"><strong>y</strong></span>xx&#8230;<br />
0,xxx<span style="color:#b22222;"><strong>y</strong></span>x&#8230;<br />
0,xxxx<span style="color:#b22222;"><strong>y</strong></span>&#8230;<br />
0,xxxxx&#8230;<br />
0,xxxxx&#8230;<br />
0,xxxxx&#8230;<br />
0,xxxxx&#8230;<br />
<span style="color:#000000;">.</span><br />
<span style="color:#000000;"> .</span><br />
<span style="color:#000000;"> .</span></p>
<p><span style="color:#000000;">A argumento de Cantor só prova que, <em>até onde a diagonal alcança</em>, o número não pode estar incluído. Oras, ele está sempre abaixo da diagonal. E isto porque o infinito horizontal é <em>logicamente</em> menor que o infinito vertical. Como os exemplos finitos claramente mostram, pra cada &#8220;casa de dígito&#8221; <strong>adicionada</strong> horizontalmente, <strong>multiplicam-se</strong> as possibilidades de combinação na parte vertical da lista &#8211; de modo que sua quantidade é exponencialmente maior.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Penso que tal fato, decisivo, não é mudado pelo mero fato de as quantidades envolvidas serem infinitas.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Pelo menos, o argumento em contrário, até onde sei, é o de Cantor. Mas, se estou certo acima, tal argumento é circular, pois presume aquilo que supostamente prova: que todos os infinitos (enumeráveis) são iguais.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Imbecil e hereticamente, <em>I rest my case</em>.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/aventurahumana.wordpress.com/332/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/aventurahumana.wordpress.com/332/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/aventurahumana.wordpress.com/332/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/aventurahumana.wordpress.com/332/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/aventurahumana.wordpress.com/332/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/aventurahumana.wordpress.com/332/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/aventurahumana.wordpress.com/332/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/aventurahumana.wordpress.com/332/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/aventurahumana.wordpress.com/332/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/aventurahumana.wordpress.com/332/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/aventurahumana.wordpress.com/332/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/aventurahumana.wordpress.com/332/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/aventurahumana.wordpress.com/332/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/aventurahumana.wordpress.com/332/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aventurahumana.wordpress.com&amp;blog=2837552&amp;post=332&amp;subd=aventurahumana&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>The Amazing Spiderman</title>
		<link>http://aventurahumana.wordpress.com/2011/02/19/the-amazing-spiderman/</link>
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		<pubDate>Sat, 19 Feb 2011 17:31:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paralelo (Lauro Edison)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Midiarte]]></category>

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		<description><![CDATA[Tudo sobre o novo filme do Homem-Aranha está me soando mal. Mas como não ficar entusiasmado depois de ver isto?<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aventurahumana.wordpress.com&amp;blog=2837552&amp;post=329&amp;subd=aventurahumana&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#000000;">Tudo sobre o novo filme do Homem-Aranha está me soando mal.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Mas como não ficar entusiasmado depois de ver isto?</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><a href="http://www.cinemaemcena.com.br/Filmes/5902/fotos/spiderman3d_46.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-330" title="avhum_spiderman" src="http://aventurahumana.files.wordpress.com/2011/02/avhum_spiderman.jpg?w=450" alt=""   /></a><br />
</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/aventurahumana.wordpress.com/329/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/aventurahumana.wordpress.com/329/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/aventurahumana.wordpress.com/329/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/aventurahumana.wordpress.com/329/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/aventurahumana.wordpress.com/329/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/aventurahumana.wordpress.com/329/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/aventurahumana.wordpress.com/329/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/aventurahumana.wordpress.com/329/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/aventurahumana.wordpress.com/329/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/aventurahumana.wordpress.com/329/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/aventurahumana.wordpress.com/329/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/aventurahumana.wordpress.com/329/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/aventurahumana.wordpress.com/329/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/aventurahumana.wordpress.com/329/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aventurahumana.wordpress.com&amp;blog=2837552&amp;post=329&amp;subd=aventurahumana&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">avhum_spiderman</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Todos os Infinitos são Iguais?</title>
		<link>http://aventurahumana.wordpress.com/2011/01/17/todos-os-infinitos-sao-iguais/</link>
		<comments>http://aventurahumana.wordpress.com/2011/01/17/todos-os-infinitos-sao-iguais/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 18 Jan 2011 00:18:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paralelo (Lauro Edison)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>

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		<description><![CDATA[Um teaser de minha apresentação para o V-EI, em abril. Todos sabem que o infinito matemático é enlouquecedor. A simples ideia de uma quantidade &#8220;sem fim&#8221; parece incompreensível, senão mesmo um disparate. E, no entanto, nossas intuições sobre o infinito são pesadas como âncoras, dificílimas de remover; o que é especialmente problemático (e empolgante), já [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aventurahumana.wordpress.com&amp;blog=2837552&amp;post=317&amp;subd=aventurahumana&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-322" title="avhum_clockspiral" src="http://aventurahumana.files.wordpress.com/2011/01/avhum_clockspiral.jpg?w=450" alt=""   /></p>
<p><span style="color:#000000;">Um <em>teaser</em> de minha apresentação para o V-EI, em abril.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Todos sabem que o infinito matemático é enlouquecedor. A simples ideia de uma quantidade &#8220;sem fim&#8221; parece incompreensível, senão mesmo um disparate. E, no entanto, nossas intuições sobre o infinito são pesadas como âncoras, dificílimas de remover; o que é especialmente problemático (e empolgante), já que várias destas intuições são contraditórias entre si!</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Todos os infinitos são iguais?</span></p>
<p><span style="color:#000000;">A maioria das pessoas tem certeza absoluta de que a resposta é &#8220;sim&#8221;&#8230; e, também, de que a resposta é &#8220;não&#8221;!</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Vejamos [pra facilitar me limitarei aos números positivos]:</span></p>
<p><span style="color:#000000;">SIM &#8211; É claro que a resposta é sim, pensam elas, porque infinito &#8220;mais um&#8221; continua sendo infinito. E, aliás, o mesmo vale para infinito menos um; ou vezes quatro; ou dividido por 500; ou raiz quadrada de infinito. Dá sempre infinito, nada se altera.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">NÃO &#8211; Mas é claro que a resposta é não, pensam elas, porque embora a quantidade de números naturais (1, 2, 3, 4, 5,&#8230;) seja infinita, podemos pegar <em>só a metade deles</em> &#8211; por exemplo, os números pares (2, 4, 6, 8, 10,&#8230;) &#8211; e teremos ainda outra quantidade infinita. Como esta segunda quantidade, embora infinita, é apenas metade da primeira, vemos imediatamente que certos infinitos são maiores que outros.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Desnecessário dizer que as duas argumentações, SIM e NÃO, são difíceis de engolir.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">CONTRA SIM &#8211; Na ilha caribenha &#8216;El Infinito&#8217; a população atual é de infinitas pessoas. E você está de mudança para lá. Desta perspectiva parece evidente que a quantidade de pessoas da ilha <em>será alterada </em>com sua presença. Ao que parece, qualquer quantidade infinita + 1 dará<strong> outra</strong> quantidade infinita, diferente da primeira &#8211; e a diferença, claro, será justamente de 1. Veja: se você retirar de &#8216;El Infinito&#8217; todas as pessoas que estavam lá antes da sua chegada, sobrará exatamente você na ilha, sozinho. Neste caso, infinito (população original + você) menos infinito (população original) dá 1 (você). Claro: se você tivesse ido com a namorada, então infinito (população original + casal) menos infinito (população original) daria 2 (você e sua namorada). Se é assim, todos os infinitos são iguais coisa nenhuma. Cada infinito é de um tamanho específico diferente!</span></p>
<p><span style="color:#000000;">CONTRA NÃO &#8211; Basta pensar melhor pra ver que a quantidade de números naturais é, afinal de contas, <strong>idêntica</strong> à quantidade de números pares, em vez de ser &#8220;o dobro&#8221; dela. Afinal, para cada número natural existe exatamente um número par &#8211; nem mais, nem menos! Basta listar os números naturais (1, 2, 3, 4,&#8230;) ao lado dos números pares (2, 4, 6, 8,&#8230;) pra ver isto:</span></p>
<p><span style="color:#000000;">1 &lt;&#8212;&gt; 2</span><br />
<span style="color:#000000;"> 2 &lt;&#8212;&gt; 4</span><br />
<span style="color:#000000;"> 3 &lt;&#8212;&gt; 6</span><br />
<span style="color:#000000;"> 4 &lt;&#8212;&gt; 8</span><br />
<span style="color:#000000;"> 5 &lt;&#8212;&gt; 10</span><br />
<span style="color:#000000;"> 6 &lt;&#8212;&gt; 12</span><br />
<span style="color:#000000;"> .</span><br />
<span style="color:#000000;"> .</span><br />
<span style="color:#000000;"> .</span><br />
<span style="color:#000000;"> 317 &lt;&#8212;&gt; 634</span><br />
<span style="color:#000000;"> 318 &lt;&#8212;&gt; 636</span><br />
<span style="color:#000000;"> .</span><br />
<span style="color:#000000;"> .</span><br />
<span style="color:#000000;"> .</span></p>
<p><span style="color:#000000;">&#8230;e assim por diante, &#8220;ao infinito e além&#8221;, rs: os números naturais (esquerda) nunca deixam de ser acompanhados, um-a-um, pelos números pares (direita). Por incrível que pareça, as duas quantidades infinitas são idênticas.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Os contra-argumentos acima são bons avanços, mas tampouco são satisfatórios. Em CONTRA SIM há uma ideia maravilhosa e racional do infinito, a meu ver, mas que até hoje não conseguiu se tornar matemática formalizada e utilizável; em CONTRA NÃO, a despeito da argumentação superficialmente plausível (mas que é adotada pela matemática moderna), é patente que a quantidade de números naturais não pode ser <strong>idêntica</strong> à quantidade de números pares, pela razão óbvia de que os números naturais incluem <em>todos os números pares e ainda alguns outros</em>. De fato, incluem infinitos elementos <strong>a mais</strong> que os pares: claro, os ímpares. A quantidade de pares + ímpares não pode ser igual à quantidade de pares, é claro.</span></p>
<blockquote><p><span style="color:#000000;"><strong>Aos especialistas:</strong> esse último argumento não poderia ser mais óbvio e devastador. Infelizmente, é depreciado como &#8220;grave falha intuitiva&#8221; no meio matemático, porque ele contesta os atuais fundamentos estabelecidos. Bem, pior para tais &#8220;fundamentos&#8221;. Na verdade, os matemáticos varreram pra debaixo do tapete a questão real sobre a &#8220;quantidade de elementos&#8221; de conjuntos infinitos. No lugar disso, criaram um termo nebuloso, uma espécie de paródia operacional obscura do conceito de &#8220;quantidade&#8221;, isto é, a tal <em>cardinalidade</em>. De modo bem esotérico, se diz tecnicamente que a &#8220;cardinalidade&#8221; (e não a quantidade de elementos) dos números pares é idêntica à dos números naturais. Oras, o que é cardinalidade? A resposta honesta seria: um substituto artificial, sem significado porém útil, do conceito de &#8220;quantidade&#8221;.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Se algo tão bizarro foi eleito como fundamento da matemática moderna, é obviamente porque os matemáticos, a curto e médio prazo, estão mais interessados em algo que funcione na prática do que em algo que faça sentido. E, na prática, foi o esquema (pseudo) conceitual acima, devido a Cantor e Dedekind, que triunfou, porque implicava em uma matemática que, apesar de bizarra, se prestou bem à formalização lógica e, assim, ao uso efetivo.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Isso é bom, claro. Os matemáticos apenas não deviam se esquecer de que, enquanto usam muletas que funcionam, as verdadeiras questões filosóficas continuam ali, esperando seu momento. Ninguém deveria confundir utilidade com verdade. Infelizmente, a matemática moderna está infestada deste espírito.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Dito isso, flagrei pelo menos Richard Courant, em <em>O que é matemática?</em>, sendo devidamente explícito sobre o fato de que &#8220;cardinalidade&#8221; (ou &#8220;equivalência&#8221;) não é o mesmo que &#8220;quantidade de elementos&#8221;. À página 96: <em>&#8220;o conjunto de todos os inteiros contém <strong>mais elementos</strong> do que o conjunto de inteiros pares (&#8230;) mas vimos que estes conjuntos são equivalentes [= possuem a mesma cardinalidade]&#8220;</em>. Alguém pode pensar que isto fosse óbvio e que estou fazendo tempestade em copo d´água&#8230; Mas se os matemáticos estão cientes de que &#8220;cardinalidade&#8221; e &#8220;quantidade de elementos&#8221; são coisas diferentes, por que fazem sempre alarde sobre o aspecto supostamente <strong>paradoxal</strong> de, por exemplo, os números naturais terem &#8220;a mesma cardinalidade&#8221; dos números pares? A menos que cardinalidade significasse &#8220;quantidade de elementos&#8221;, não há paradoxo algum.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Sejamos francos: &#8220;cardinalidade&#8221; é um termo anfíbio, semanticamente impreciso, &#8220;meio que&#8221; significando &#8220;quantidade de elementos&#8221;. É por isso que se diz confusamente que o conjunto dos naturais e o dos pares &#8220;têm o mesmo tamanho&#8221; &#8211; isto não deveria ser dito, afinal. É apenas sintaticamente, no formalismo puro, que o termo &#8220;cardinalidade&#8221; adquire precisão, como um conjunto de definições operacionais. Para um realista matemático, claro, isto não basta.</span></p></blockquote>
<p><span style="color:#000000;">As argumentações expostas em SIM e NÃO, CONTRA SIM e CONTRA NÃO, tranquilamente se prestam a outras réplicas e tréplicas, fazendo a razão oscilar entre considerar todos os infinitos iguais ou não. É uma discussão fascinante.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Mas afinal, todos os infinitos são iguais?</span></p>
<p><span style="color:#000000;">No contexto desde post, ao menos, a resposta tem de ser definitivamente &#8220;não&#8221;. Isto pelo seguinte: é verdade que, para a matemática &#8220;oficial&#8221;, conjuntos infinitos como o dos números naturais, o dos pares, o dos primos e até o das potências de 1 trilhão têm todos exatamente a mesma <del>quantidade de elementos</del> &#8220;cardinalidade&#8221;. Ainda assim, há <em>outros</em> conjuntos que são infinitamente maiores (!) do que todos os já citados. Um exemplo? O conjunto dos números <em>reais</em>. Você se lembra:<strong> naturais</strong> são os famosos 1, 2, 3, 4, 5&#8230; Já os<strong> reais</strong> incluem todo tipo de número &#8220;quebrado&#8221;: meio (0,5), um terço (0,3333&#8230;), um quarto (0,25), um oitavo (0,125), raiz quadrada de dois (1,41421&#8230;), pi (3,14159&#8230;), etc.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Pois bem: segundo a matemática hoje estabelecida, existem mais números <strong>reais</strong> (mesmo só considerando os que há, por exemplo, entre 0 e 1) do que números <strong>inteiros</strong> (mesmo em sua totalidade)! Curioso? Há um argumento espetacular pra isso, a famosa &#8220;Diagonal de Cantor&#8221; (contra o qual, aliás, também nutro reservas), mas eu não quero me alongar aqui. Falarei disso em meu próximo post. O importante, agora, é apenas reconhecer que nem todos os infinitos são iguais, mesmo para a matemática estabelecida.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Eu discordo da matemática estabelecida, mas também acho que nem todos os infinitos são iguais. A diferença é que, pra mim, <em>nenhum infinito </em>(∞) <em>é igual ao outro</em>.</span> Um <span style="color:#ff0000;"><span style="color:#000000;">∞</span>x</span> + 1 será igual a um <span style="color:#dc143c;"><span style="color:#000000;">∞</span>y</span>; e este <span style="color:#dc143c;"><span style="color:#000000;">∞</span>y</span> + 1,  por sua vez, resultará num <span style="color:#dc143c;"><span style="color:#000000;">∞</span><span style="color:#990000;">z</span></span>; o que, claro, significa que ∞<span style="color:#ff0000;">x</span> + 2 = ∞<span style="color:#990000;">z</span>; e que ∞<span style="color:#990000;">z</span> &#8211; ∞<span style="color:#ff0000;">x</span> = 2 (não é difícil entender, só olhar com atenção <img src='http://s1.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> ).</p>
<p>A ideia acima é bonita, mas difícil (senão impossível) de tornar praticável &#8211; sobretudo porque não temos um meio de expressar uma quantidade infinita <em>específica</em>, do mesmo modo que fazemos com quantidades finitas. Sabemos que <em><strong>finitoA</strong></em> + 1 = <em><strong>finitoB</strong></em>, mas também podemos &#8220;abrir a caixa&#8221; e ver que <em><strong>finitoA</strong></em> vale talvez exatamente 97, portanto <em><strong>finitoB</strong></em> valerá 98. E isso é matemática de verdade, aplicável. Não podemos, contudo, &#8220;abrir a caixa&#8221; de valores infinitos e dizer que ∞<span style="color:#ff0000;">x </span>vale exatamente <span style="color:#ff0000;">34871263</span><span style="color:#800000;">[infinitos-<em>n-</em>dígitos]</span><span style="color:#ff0000;">812</span>, portanto ∞<span style="color:#dc143c;">y</span> vale <span style="color:#dc143c;">34871263</span><span style="color:#800000;">[infinitos-<em>n</em>-dígitos]</span><span style="color:#dc143c;">813</span>. <span style="color:#000000;">Ficamos limitados a falar vagamente. Até que surja uma ideia genial, ao menos.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Mas quer eu esteja certo, quer esteja certa a matemática moderna, nem todos os infinitos são iguais.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Isso foi pra aquecer. V Encontro Intelectual (V EI) me aguarde.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/aventurahumana.wordpress.com/317/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/aventurahumana.wordpress.com/317/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/aventurahumana.wordpress.com/317/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/aventurahumana.wordpress.com/317/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/aventurahumana.wordpress.com/317/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/aventurahumana.wordpress.com/317/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/aventurahumana.wordpress.com/317/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/aventurahumana.wordpress.com/317/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/aventurahumana.wordpress.com/317/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/aventurahumana.wordpress.com/317/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/aventurahumana.wordpress.com/317/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/aventurahumana.wordpress.com/317/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/aventurahumana.wordpress.com/317/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/aventurahumana.wordpress.com/317/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aventurahumana.wordpress.com&amp;blog=2837552&amp;post=317&amp;subd=aventurahumana&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Consolo: House é como Rambo</title>
		<link>http://aventurahumana.wordpress.com/2011/01/08/consolo-house-e-como-rambo/</link>
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		<pubDate>Sat, 08 Jan 2011 21:06:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paralelo (Lauro Edison)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Midiarte]]></category>
		<category><![CDATA[Realidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Não deixa de ser frustrante, e fonte de inveja, ver a enorme capacidade intelectual de nosso amigo amoral e ateu Gregory House. Suas tiradas geniais são ininterruptas. Jamais se constrange. Está sempre um passo à frente dos outros. Mesmo quando recebe um argumento ou provocação a altura, vira a mesa em segundos &#8211; na pior [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aventurahumana.wordpress.com&amp;blog=2837552&amp;post=309&amp;subd=aventurahumana&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-312" title="avhum_house2" src="http://aventurahumana.files.wordpress.com/2011/01/avhum_house2.jpg?w=450" alt=""   /></p>
<p><span style="color:#000000;">Não deixa de ser frustrante, e fonte de inveja, ver a enorme capacidade intelectual de nosso amigo amoral e ateu Gregory House. Suas tiradas geniais são ininterruptas. Jamais se constrange. Está sempre um passo à frente dos outros. Mesmo quando recebe um argumento ou provocação a altura, vira a mesa em segundos &#8211; na pior das hipóteses, perde com incrível estilo.</span> Um ícone ambulante da razão encarnada, no seu melhor!</p>
<p>Fato: qualquer pensador adoraria ser como House, em intensidade, profundidade e velocidade. Na prática, nos sentimos muito aquém do potencial de uma situação &#8211; afinal, lá está House nos mostrando tudo o que é possível fazer!</p>
<p>Ah, os heróis da TV! Já me servia de consolo que mesmo House, no contexto da série, vivia constantemente dopado intelectualmente. Vicodin. Dava vontade de pensar: &#8220;assim até eu!&#8221;. Ainda tomo isso um dia, hehehe. Mas o buraco é (obvia e felizmente, para nós invejosos) mais embaixo&#8230;</p>
<p><img class="aligncenter" title="avhum_rambo" src="http://aventurahumana.files.wordpress.com/2011/01/avhum_rambo.jpg?w=215&#038;h=202" alt="" width="215" height="202" /></p>
<p>Sabe aquela cena em que Rambo se joga de um helicóptero, sai resvalando em vários galhos das árvores, cai no chão e sai correndo, em fuga espetacular? Dá vontade de malhar 7 horas por dia vendo aquilo! O engraçado, descobri há uns meses ouvindo um <a href="http://jovemnerd.ig.com.br/nerdcast/nerdcast-102-rambo-missao-cumprida/" target="_blank"><strong>nerdcast</strong></a> (recomendo todos eles), é que Sylvester Stallone <em>fazia questão de dispensar dublês nas tomadas</em>! O resultado hilário é que, pulando de míseros três metros de altura em cima de um colchão (!), ao gravar uma pequena parte do longo salto do helicóptero (feita em vários cortes, é claro), ele quebrou duas ou três costelas!</p>
<p>Esse é o exemplo mais forte de discrepância entre ficção e realidade que conheço. Mas House é outro! Simplesmente há quatro médicos que dedicam longo tempo de suas vidas a ajudar os roteiristas do seriado &#8211; de modo que o Dr. House pensa com quatro cérebros médicos (fora os dos argumentistas!) e em velocidade hiper-acelerada!</p>
<p>Feitas as contas, acho que já posso dormir tranquilo. <img src='http://s0.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>(Vai um vicodin?)</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/aventurahumana.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/aventurahumana.wordpress.com/309/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/aventurahumana.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/aventurahumana.wordpress.com/309/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/aventurahumana.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/aventurahumana.wordpress.com/309/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/aventurahumana.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/aventurahumana.wordpress.com/309/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/aventurahumana.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/aventurahumana.wordpress.com/309/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/aventurahumana.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/aventurahumana.wordpress.com/309/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/aventurahumana.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/aventurahumana.wordpress.com/309/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aventurahumana.wordpress.com&amp;blog=2837552&amp;post=309&amp;subd=aventurahumana&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>2011 &amp; Suástica Azul</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Jan 2011 21:22:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paralelo (Lauro Edison)</dc:creator>
				<category><![CDATA[● Notícias do Site]]></category>

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		<description><![CDATA[A última atualização do Suástica Azul foi em abril. Há quase um ano. Ainda por cima, era um texto de 2005 &#8220;recauchutado&#8221;, sobre o livro bobinho O Mundo de Sofia. De lá pra cá, estudei muita matemática, pra descobrir que o topo dessa montanha é muito, muito alto (mas é fato: vou continuar escalando!), enquanto [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aventurahumana.wordpress.com&amp;blog=2837552&amp;post=305&amp;subd=aventurahumana&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A última atualização do <a href="http://www.suasticazul.hbe.com.br" target="_blank"><em><strong>Suástica Azul</strong></em></a> foi em abril. Há quase um ano. Ainda por cima, era um texto de 2005 &#8220;recauchutado&#8221;, sobre o livro bobinho <em>O Mundo de Sofia</em>. De lá pra cá, estudei muita matemática, pra descobrir que o topo dessa montanha é muito, muito alto (mas é fato: vou continuar escalando!), enquanto continuei dando umas olhadelas em filosofia da mente.</p>
<p>Até tive textos, esboços e ideias para atualizar o site. Mas esperei, os guardei. Por quê? Porque quero mudar o site, começar do zero. Outro nome, pois isso de &#8220;suástica&#8221; já cumpriu sua função &#8211; na época em que eu queria menos ser muito lido, e mais afastar os moralistas. Outro endereço. Outro visual. Mais facilidade de uso e de atualização &#8211; talvez eu pague alguém pra isso. Sem dúvida, um site onde seja possível a todos comentar logo abaixo das matérias. Percebi isso quando do final de Lost &#8211; quase resolvi publicar o texto lá, mas acabei o publicando aqui no blog. Resultado? Quase 300 comentários. Então percebi que eu estava perdendo muita coisa, num site onde é impossível comentar os textos.</p>
<p>Pagarei um preço: novo nome, novo endereço, o <em>hype</em> já conquistado vai todo embora.</p>
<p>Quando farei? Não sei. Gostaria em breve, já em fevereiro. Mas sinto estar muito ocupado. Não me surpreenderia se só rolasse de verdade em 2012! Veremos&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/aventurahumana.wordpress.com/305/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/aventurahumana.wordpress.com/305/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/aventurahumana.wordpress.com/305/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/aventurahumana.wordpress.com/305/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/aventurahumana.wordpress.com/305/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/aventurahumana.wordpress.com/305/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/aventurahumana.wordpress.com/305/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/aventurahumana.wordpress.com/305/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/aventurahumana.wordpress.com/305/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/aventurahumana.wordpress.com/305/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/aventurahumana.wordpress.com/305/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/aventurahumana.wordpress.com/305/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/aventurahumana.wordpress.com/305/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/aventurahumana.wordpress.com/305/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aventurahumana.wordpress.com&amp;blog=2837552&amp;post=305&amp;subd=aventurahumana&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Os Últimos Filmes</title>
		<link>http://aventurahumana.wordpress.com/2010/12/30/os-ultimos-filmes/</link>
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		<pubDate>Fri, 31 Dec 2010 01:14:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paralelo (Lauro Edison)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Midiarte]]></category>

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		<description><![CDATA[Um amigo meu tinha muitos filmes estocados sobrando. Peguei um monte emprestado e os saí assistindo. Ainda faltam alguns. Comentarei os que vi, brevemente: ● Persépolis - A princípio, não dá coragem. Um desenho preto-e-branco sobre uma menina vivendo sob a ditadura do Irã nos anos 70. Eu sabia que, para muitos, se tratava de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aventurahumana.wordpress.com&amp;blog=2837552&amp;post=299&amp;subd=aventurahumana&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um amigo meu tinha muitos filmes estocados sobrando. Peguei um monte emprestado e os saí assistindo. Ainda faltam alguns. Comentarei os que vi, brevemente:</p>
<blockquote><p><span style="color:#000000;">● <em><strong>Persépolis -</strong></em> A princípio, não dá coragem. Um desenho preto-e-branco sobre uma menina vivendo sob a ditadura do Irã nos anos 70. Eu sabia que, para muitos, se tratava de um &#8220;mini-clássico moderno&#8221;. Não é pra tanto, mas é surpreendentemente uma obra linda. A força do visual é incrível. A narrativa, cativante. Acima de tudo, a criatividade impressiona demais, numa obra que tinha tudo pra ser sisuda e burocrática. Consegue funcionar muito bem como comédia suave, inclusive. Além disso, é historicamente correta &#8211; de fato, baseada em obra auto-biográfica. Mas gostei principalmente do conteúdo: uma menina idealista em meio ao extremismo religioso só podia me fascinar. A cena de &#8220;alta subversão&#8221; do mercado negro é genial, e um exemplo de como é óbvio que a cultura ocidental não precisa impor nada &#8211; quem está de fora também acha óbvio que liberdade e diversão é melhor do que dogmatismo e razinzice devotada. (&#8220;Eurocentrismo&#8221;? Aff, não enche.) <strong>Nota 8.</strong></span></p>
<p><span style="color:#000000;">● <em><strong>Apocalypto -</strong></em> De grudar na poltrona! Apesar de não ser historicamente correto &#8220;à risca&#8221;, fazendo uma espécie de <em>medley</em> implausível dos aspectos mais empolgantes da cultura maia, a primeira metade do filme é deliciosamente realista. Veja: eu quase sempre odeio filmes de época, porque de algum modo as &#8220;pessoas de culturas passadas&#8221; são retratadas como alienígenas afetados, cheios de uma pompa estranha; aqui, ao contrário, os personagens são plenamente humanos. Acreditei em cada reação e situação. E é tudo fortíssimo e angustiante, até a segunda metade do filme. Aí vira <em>Rambo</em>, total. Mas isso não é ruim, porque o filme realmente decola, fica <em>incrivelmente emocionante</em>. O único problema é que, quanto mais empolgante, mais implausível. Isso pode irritar. Mas antes isso do que tédio. Quer se divertir sem riscos? Esse é tiro certo. <strong>Nota 7,5.</strong></span></p>
<p><span style="color:#000000;">● <em><strong>Encontros e Desencontros -</strong></em> Há tempos escuto falar desse tocante filme onde Bill Murray e uma linda jovem vivem um &#8220;quase-romance&#8221; extremamente cativante. Mas algo me dizia que eu não ia gostar muito. E de fato: o filme é bobinho. Uma espécie de &#8220;<em>Antes do Amanhecer</em> sem assunto&#8221;. A moça do filme é filósofa e, no entanto, não vemos qualquer profundidade nos (poucos) diálogos &#8211; vemos, isso sim, ela ouvindo auto-ajuda de quinta. Qualquer afeto bonito e espontâneo que pudesse haver entre os dois (afinal, a razão de ser do filme é essa), pra mim, entrou em extremas dificuldades já quando os dois se conhecem: ele comenta de cara que está recebendo 2 milhões pra fazer um propaganda! Simplesmente o cara não é o &#8220;simples homem profundo&#8221; nem ela tem alguma &#8220;sensibilidade especial&#8221; de notar quem ele é. Não comprei a ideia. No fim, o último encontro é irritantemente absurdo &#8211; já tendo se despedido no hotel, ela sobe e ele pega o táxi; mas lá na frente, do nada, encontra ela andando numa calçada! Apesar disso, algum humor eficaz, algumas cenas bonitinhas, experiência agradável. <strong>Nota 6.</strong></span></p>
<p><span style="color:#000000;">● <em><strong>O Escafandro e a Borboleta -</strong></em> Esse é o tipo de filme adorado por pseudointelectuais: tecnicamente pedante, chatíssimo, atuado com seriedade mórbida, editado para ser totalmente &#8220;artístico&#8221; e nada &#8220;palatável&#8221;. Uma dose, isso sim. Conta a história real de um editor de revista, na França, que sofreu um derrame e passou o resto da vida só podendo piscar um olho. Espere encarar várias cenas em que alguém recita o alfabeto e o sujeito pisca sempre que chega a letra que ele quer&#8230; Zzzzz&#8230; Ele escreve um livro inteiro assim, aliás. Eu entendo quem gosta: num belo dia de muita paciência e no estado de espírito certo, o filme pode funcionar lindamente. Mas a verdade simples é que o filme poderia ser muito mais agradável, interessante, marcante, se não fosse tão pretensioso em seus excessos técnicos, em seu se arrastar em &#8220;arcos artísticos&#8221;. E, claro, se tivesse mais conteúdo real, em vez de tanto blá, blá, blá óbvio e empolado na voz interior do protagonista. Mas uma vez passado o <em>sufoco </em>de ver o filme, então o <em>já tê-lo visto</em> se torna uma coisa boa. Não deixa de ser marcante ter estado, por algumas horas, na situação de horror de um homem preso em seus próprios pensamentos. Mas prepare-se para muito tédio. <strong>Nota 5.</strong></span></p>
<p><span style="color:#000000;">● <em><strong>Speed Racer -</strong></em> Esse é pra ver depois do filme acima (infelizmente, não o fiz), pois é meramente um filme leve, animado, empolgante, divertido. E despretensioso. Funciona, e isso basta. A única coisa que me incomodou um pouco foi o excesso no visual psicodélico. De resto, um filme sobre corridas (todas muito boas e empolgantes) e sobre <em>idealismo individual <strong>versus</strong> ganância das grandes corporações</em>, com um desfecho bobinho e bonitinho, bem a cara hipócrita da Disney &#8211; quem te viu, quem te vê, irmãos Wachowski! <strong>Nota 7.</strong></span></p>
<p><span style="color:#000000;">● <em><strong>Toy Story 3 -</strong></em> Revi. Magnífico, profundo, eletrizante, criativo, engraçado, tocante. Perfeito. O melhor da <em>Pixar</em> até hoje. <strong>Nota 10.</strong></span></p>
<p><span style="color:#000000;">● <em><strong>Oldboy -</strong></em> Não foi dessa vez que algo oriental me agradou. Um sujeito é preso num quarto por 15 anos, sem motivo aparente. Ao finalmente sair, busca vingança. De repente, se vê no centro de uma espécie de jogo, criado pela pessoa que o prendeu aquele tempo todo. Talvez o filme melhorasse bastante se as últimas três frases viessem escritas na primeira cena, pois é uma tortura (que dura uma chatíssima hora e meia) entender o que está acontecendo. Pois toda a edição do filme é irritantemente confusa, de tal modo que não ficamos curiosos, e sim mareados com tanto (aparente) <em>nonsense</em> e pistas vagas. No final, tudo faz sentido e é um alívio. E a reviravolta é realmente chocante, de cair o queixo. Mas eu já estava excessivamente cansado pela enrolação torturante que precedeu o desfecho. Não compensou. <strong>Nota 5,5.</strong></span></p>
<p><span style="color:#000000;">● <em><strong>Zodíaco -</strong></em> Esse é o nome do assassino serial que move a trama do filme. História real. Caso até hoje em aberto, diga-se. O que eu não sabia era que David Fincher (<em>Seven, Clube da Luta, O Quarto do Pânico, Alien 3</em>) era capaz de fazer um filme chato! Ele meramente conta, em detalhe, a longa história de investigação que rondou esse assassino. Mas é sem tensão ou empolgação. Uma mera história, sem graça. Com <em>O Escafandro e a Borboleta</em> e <em>Oldboy</em>, este é o terceiro filme que Pablo Villaça, o melhor crítico de cinema no meu conceito, adorou e deu nota máxima, enquanto eu achei um gerador de bocejos. <strong>Nota 6.</strong><br />
</span></p>
<p><span style="color:#000000;">● <em><strong>As Férias de Mr. Bean -</strong></em> Começa até bem. Mr. Bean funciona fácil, não? Infelizmente, é muito cedo que o &#8220;estilo Mr. Bean&#8221; de comédia abandona o filme, trocado por uma tentativa de humor pastelão. Terrível. O final, então, é constrangedor. Só ponto para a piada geral do cinema, que brinca justamente com filmes pedantes e chatos (acabei de falar de três deles). <strong>Nota 3.</strong></span></p>
<p><span style="color:#000000;">● <em><strong>Simpsons &#8211; O Filme -</strong></em> Bem bom, mas pouco melhor que os bons episódios. Esperava mais. O tema do ambientalismo foi muito bem tratado &#8211; eu não achava ser possível fazer humor eficaz com algo tão tedioso. Eles souberam ser tão politicamente incorretos quanto possível, em tiradas magníficas. Fato é que morri de rir algumas vezes. Só o arco final, que é mais ação, decepciona um pouco. <strong>Nota 7,5.</strong></span></p>
<p><span style="color:#000000;">● <em><strong>A Grande Família -</strong></em> Bla. Repetem a mesma história três vezes! Só quando Agostinho aparecia, dava um alívio. Mas foram cenas fracas. Como humor, quase constrangedor. Sempre gostei de <em>Os Normais</em> e não tive paciência para <em>A Grande Família</em>. Se era um mau preconceito, esse filme só o piorou. <strong>Nota 3,5.</strong></span></p></blockquote>
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		<title>Indecifrável Política</title>
		<link>http://aventurahumana.wordpress.com/2010/09/30/indecifravel-politica/</link>
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		<pubDate>Fri, 01 Oct 2010 01:36:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paralelo (Lauro Edison)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Idealismo]]></category>
		<category><![CDATA[Realidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Sempre interessado pelas grandes questões do Universo e da existência, o que envolve filosofia e ciência acima de tudo, nunca dediquei muito tempo à política. Até aqui, estou mais pra apolítico mesmo. No entanto, adoro debates &#8211; como donas de casa gostam de novelas. E embora eu nem mesmo vote, época de eleição sempre me [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aventurahumana.wordpress.com&amp;blog=2837552&amp;post=292&amp;subd=aventurahumana&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#000000;">Sempre interessado pelas grandes questões do Universo e da existência, o que envolve filosofia e ciência acima de tudo, nunca dediquei muito tempo à política. Até aqui, estou mais pra apolítico mesmo. No entanto, adoro debates &#8211; como donas de casa gostam de novelas. E embora eu nem mesmo vote, época de eleição sempre me gera interesse. De fato, estou com o link pronto para ver ao vivo o último debate presidencial, na Globo, que começa logo mais (e vai ser um atrativo à parte ver a mediação do sobrenaturalmente elegante William Bonner).</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Fato: como homem de ideias, eu acabo me envolvendo com os argumentos e contra-argumentos dos candidatos (e de seus defensores, em fóruns da net) e querendo saber quem tem razão. E o que me parece é que tecer uma opinião racional e honesta é completamente impossível &#8211; o que me faz ficar absolutamente chocado com de onde vem tanta convicção de todas as partes discordantes!</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Só para exemplificar, vou falar aqui de duas coisinhas, entre as tantas que me chamaram a atenção.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">A primeira é a velha controvérsia: a privatização é ótima ou é terrível?</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Ao privatizarmos indústrias estatais, estamos perdendo dinheiro e colocando o controle do país nas mãos de lobos capitalistas? Esse é o discurso, grosso modo, de esquerda&#8230; de Lula &amp; cia; ou estamos incentivando a concorrência produtiva, desonerando o Estado, melhorando os serviços (a iniciativa privada trabalha de verdade, pois visa o lucro) e permitindo ao Governo se concentrar nas questões que importam? Eis o discurso de direita&#8230; PSDB e cia.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Bem, eu não sei a resposta. E isso é de se esperar, claro. Mas o chocante é que os mais preparados economistas parecem também não fazer ideia da resposta&#8230; afinal, discordam totalmente entre si!</span></p>
<p><span style="color:#000000;">De todo modo, eis um argumento devastador que li por aí, de um certo Ricardo, discordando do suposto fato de que a privatização devasta a economia do país:</span></p>
<blockquote><p><span style="color:#003366;">É necessário levar em consideração que a empresa privatizada <strong>continua dando receita ao país através dos impostos</strong>. Em alguns casos, esses impostos tornam-se muito superiores ao lucro total obtido quando a empresa ainda era estatal, como é o caso da Vale. Em 97, ano que a Vale foi privatizada, seu lucro anual foi de US$ 677 milhões. Em 2008, lucrou US$ 21,75 bilhões, dos quais aproximadamente US$ 6 bilhões foram pagos de impostos ao governo. Isso é quase 10 vezes mais do que o Brasil ganhava naquela época!</span></p></blockquote>
<p><span style="color:#000000;">Eu adoraria ver um esquerdista bem informado discordando disto. Um problema é que pode nem ser verdade &#8211; e, de fato, é incrível que toda facção política tenha seu próprio conjunto de estatísticas e números pra apresentar! Mas, sendo o acima verdadeiro, é realmente algo que me choca&#8230; pois é típico da esquerda afirmar (como se fosse óbvio) que o país perde rios de dinheiro com a privatização.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">A segunda coisa é: o país melhorou no governo Lula?</span></p>
<p><span style="color:#000000;">A essa altura, até José Serra parece concordar com isso, embora reivindique que tudo não passou de consequência do governo FHC, este sim excelente, e cuja política econômica Lula prometeu mudar inteira, em campanha, mas que seguiu à risca após eleito &#8211; e essa é outra questão onde eu adoraria saber a verdade.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Mas, seja como for, Dilma e Lula repetiram à exaustão, nos últimos anos, a vigorosa queda nos níveis de pobreza do país. E mesmo em debate ninguém questiona os dados.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">No entanto, fuçando por aí, dou de cara com isto:</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><a href="http://www.indexmundi.com/g/g.aspx?v=69&amp;c=br&amp;l=en">http://www.indexmundi.com/g/g.aspx?v=69&amp;c=br&amp;l=en</a></span></p>
<p><span style="color:#000000;">É simplesmente uma fonte aparentemente isenta, e que exibe pesquisa sobre vários países, indicando que a porcentagem de pessoas abaixo da linha da pobreza, no Brasil, <strong>dobrou</strong> entre 2000 e 2009! Saiu de 16% para quase 32%!</span></p>
<p><span style="color:#000000;">De modo que fica completamente impossível saber onde está a verdade.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">E algo me diz que eu, em minha curiosidade vaga, já me informei e me interessei bem mais pelos candidatos e pelas questões políticas do que 95% do eleitorado. O que implica que a eleição será decidida de forma pior do que aleatória, isto é, com base meramente em sedução de propaganda (que está na mão dos poderosos&#8230; lá em Belém, de onde sou, vi a governadora ser acusada, em debate, de investir 60 milhões em saúde e 70 milhões em propaganda!).</span></p>
<p><span style="color:#000000;">E, aliás, não vamos longe&#8230; o Tiririca, com aquela campanha que chega a ser um insulto à mediocridade, está liderando as intenções de votos <em>em geral</em>! Diabos, pessoas morreram por suas crenças políticas, certas ou erradas em defesa do bem estar de todos, e a patuleia assina esse atestado de imbecilidade infinita! É difícil não passar pela cabeça, por um segundo, que o povão bem merece sofrer, putz&#8230;</span></p>
<p><span style="color:#000000;">E, pra encerrar minha rara manifestação política, não posso deixar de dizer que é um barato ver o Plínio nos debates, tocando um foda-se pra popularidade, e <em>argumentando</em> de verdade, com vigor e razão&#8230; Resultado? Nem 1% dos votos&#8230; Ou seja, não dá nem pra reclamar da evidente hipocrisia e demagogia dos demais candidatos, pois é o que funciona (embora Dilma esteja até arriscando perder a eleição, a meu ver, de<em> tão</em> óbvia que é sua forçação pra ser politicamente correta).</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Mas ainda sobre o Plínio, suas propostas são bem bizarras. Eu adoraria vê-lo por isso em prática &#8211; minha curiosidade é (muito) maior que meus escrúpulos, rs. Aliás, que escrúpulos? Às vezes acho que adoraria ver um meteoro cair no Japão (não em Sorocaba, por favor), só pra ver o mundo mudar&#8230; é, vem de infância&#8230; eu achava os acidentes de carro emocionantes! Mas divago, rs&#8230; Adoraria saber o que aconteceria, de verdade, se Plínio desse o calote na dívida externa e elevasse o salário pra 2 mil!</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Segundo o físico David Deutsch, isto vai ocorrer&#8230; em alguns universos paralelos&#8230; Quem sabe um dia a ciência possa nos mostrar as outras versões&#8230; Mas ok, isso sou eu voltando à minha vocação intelectual, que não é a política.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Não ainda, pelo menos. Mas bem que é cativante também. <img src='http://s0.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </span></p>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:491px;width:1px;height:1px;overflow:hidden;">É necessário levar em consideração que a <strong>empresa privatizada continua dando receita ao país </strong>através  dos impostos. Em alguns casos, esses impostos tornam-se muito  superiores ao lucro total obtido quando a empresa ainda era estatal,  como é o caso da Vale. Em 97, ano que a Vale foi privatizada, seu lucro  anual foi de US$ 677 milhões. Em 2008, lucrou US$ 21,75 bilhões, dos  quais aproximadamente US$ 6 bilhões foram pagos de impostos ao governo.  Isso é quase 10 vezes mais do que o Brasil ganhava naquela época!</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/aventurahumana.wordpress.com/292/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/aventurahumana.wordpress.com/292/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/aventurahumana.wordpress.com/292/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/aventurahumana.wordpress.com/292/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/aventurahumana.wordpress.com/292/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/aventurahumana.wordpress.com/292/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/aventurahumana.wordpress.com/292/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/aventurahumana.wordpress.com/292/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/aventurahumana.wordpress.com/292/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/aventurahumana.wordpress.com/292/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/aventurahumana.wordpress.com/292/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/aventurahumana.wordpress.com/292/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/aventurahumana.wordpress.com/292/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/aventurahumana.wordpress.com/292/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aventurahumana.wordpress.com&amp;blog=2837552&amp;post=292&amp;subd=aventurahumana&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Nietzsche no seu melhor</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Sep 2010 08:08:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paralelo (Lauro Edison)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Idealismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Os sentimentos e sua derivação dos preconceitos. ― &#8220;Confie no seu sentimento!&#8221; ― Mas sentimentos não são nada de último, nada de original; por trás deles estão juízos e valorações, que nos são legados na forma de sentimentos (inclinações, aversões). A inspiração nascida de um sentimento é neta de um juízo ― frequentemente errado! ― [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aventurahumana.wordpress.com&amp;blog=2837552&amp;post=284&amp;subd=aventurahumana&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:14px;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Bookman Old Style;"><span style="color:#000000;"><em>Os sentimentos e sua derivação dos preconceitos.</em></span> </span>―<span style="font-family:Bookman Old Style;"> &#8220;Confie no seu sentimento!&#8221; </span></span>― <span style="color:#000000;"><span style="font-family:Bookman Old Style;">Mas sentimentos não são nada de último, nada de original; por trás deles estão juízos e valorações, que nos são legados na forma de sentimentos (inclinações, aversões). A inspiração nascida de um sentimento é neta de um juízo </span>―<span style="font-family:Bookman Old Style;"> frequentemente errado! </span>―<span style="font-family:Bookman Old Style;"> e, de todo modo, não do teu próprio juízo! Confiar no sentimento </span>―<span style="font-family:Bookman Old Style;"> isto significa obedecer mais ao avô e à avó, e aos avós deles do que aos deuses que se acham <em>em nós</em>: nossa razão e nossa experiência.</span></span></span></p>
</blockquote>
<p style="text-align:right;"><strong>― </strong><span style="font-size:14px;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Bookman Old Style;"><strong>Aurora, § 35</strong><br />
</span></span></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/aventurahumana.wordpress.com/284/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/aventurahumana.wordpress.com/284/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/aventurahumana.wordpress.com/284/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/aventurahumana.wordpress.com/284/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/aventurahumana.wordpress.com/284/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/aventurahumana.wordpress.com/284/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/aventurahumana.wordpress.com/284/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/aventurahumana.wordpress.com/284/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/aventurahumana.wordpress.com/284/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/aventurahumana.wordpress.com/284/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/aventurahumana.wordpress.com/284/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/aventurahumana.wordpress.com/284/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/aventurahumana.wordpress.com/284/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/aventurahumana.wordpress.com/284/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aventurahumana.wordpress.com&amp;blog=2837552&amp;post=284&amp;subd=aventurahumana&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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