IEI 3 (Psicologia Evolutiva)

Influência da Cultura x Psicologia Evolutiva
(Pierre contra Todos!)

Assim como eu sou o único da turma que não sabe inglês (e como me aporrinham por isso, mas com muita razão), o Pierre era o único da turma que não conhecia a psicologia evolutiva (psievo) e, portanto, tem intuições bem fortes sofre a influência da cultura no comportamento humano. Quando o tema surgiu, veio o comentário: “Pobre Pierre…”.

E foi barbada. Em conversas anteriores do Messenger, o Pierre já tinha sido dissuadido em muitas partes do seu ponto de vista. Que a seleção natural não é uma verdade tautológica e vazia (“a sobrevivência dos sobreviventes”); que emoções são fruto da organização do cérebro, e que este foi moldado pela seleção natural – tanto quanto o fígado e os pulmões; que os ciúmes seguem um padrão evidentemente relacionado à assegurar a descendência; e etc.

O tema surgiu várias vezes, e foi sempre um tranqüilo processo de tirar as dúvidas do Pierre. Ele achou tudo enormemente positivo e, agora, vai começar a ler as obras cruciais.

Intermezzo nerd: as formigas

Foi interessante quando, no Parque do Ibirapuera, vimos uma formiga carregando uma folha e, sobre a folha, outra formiga pegando carona! Exclamei: “que parasita oportunista!” e estava brincando, é claro. O CD filmou com celular – sim, há provas! A conjectura do Diego foi de que a formiga caroneira estava sobre a folha quando a segunda formiga começou a transportá-la, e o movimento brusco da folha fez com que a formiga caroneira se paralisasse, como se para não ser percebida por um possível predador; a outra formiga, alheia, carregou a folha normalmente – talvez estranhando o peso extra, se é que formigas podem ser conscientes!

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6 Respostas to “IEI 3 (Psicologia Evolutiva)”

  1. Jonatas Says:

    Pessoalmente acho que não há uma psicologia evolutiva, apenas uma abordagem evolutiva da psicologia. O que isso quer dizer? A abordagem evolutiva da psicologia é a afirmação de uma obviedade, na minha opinião, um fator que obviamente deve ser levado em conta por todo psicólogo e não uma escola teórica específica, pois é vazia em diversos quesitos necessários a uma, como uma proposta de terapia psicológica e uma teoria geral sobre as psicopatologias.

    A minha idéia psicológica leva em conta, além de uma abordagem evolutiva, uma abordagem neurológica, uma abordagem cognitivo-comportamental (essa sim uma teoria substanciosa e de uso terapêutico comprovado), além de idéias isoladas aproveitadas de alguns pensadores, mesmo psicanalíticos. Creio que certas idéias de Freud têm uma correspondência com fenômenos da realidade e isso deva servir de inspiração para o seu estudo por meio de abordagens mais confiáveis, como as citadas no início. Igualmente quanto a Wilhelm Reich, que é extremamente interessante. Boris Sidis tem também teorizações muito boas, entre filosofia, psicologia, e pedagogia, quanto a, por exemplo, genialidade, originalidade, liberdade, comportamento de riso, comportamento em grupo, educação de crianças, política, etc.

    Não acho que uma abordagem evolutiva seja de modo algum auto-suficiente.

  2. Diego Says:

    Ninguém acha, Jonatas, ninguém acha………

    Mas vale a pena queimar freud e reich. Porque quaisquer memes que eles tenham por acaso descoberto que sejam de alguma valia, podem ser redescobertos depois, sem estarem conectados a todos os demais terríveis memes subjacentes as teorias desses pensadores.

  3. Jonatas Says:

    Vc tem alguma razão quanto aos “terríveis” memes subjacentes às suas teorias. Acho, no entanto, que vc deve conhecer pouco de Wilhelm Reich.

    A psicosomática de Reich é importantíssima e muito relacionada com a personalidade, a felicidade e o sofrimento.

  4. Paralelo Says:

    Eu realmente duvido muito de qualquer empreitada da psicologia que tenha começado ignorando a evolução. Ou seja: quase todas. Por mim, já deveriam estar catalogadas em “História da Psicologia”…

  5. Jonatas Says:

    Não acho que seja necessariamente o caso. Experimentos que examinam o comportamento como é no presente não deixam de ser verdadeiros por não terem visto como ele evoluiu. Por exemplo, sobre o condicionamento, e a psicologia cognitivo-comportamental.

    Condiciona-se um cão a associar um determinado som com a comida (o exemplo clássico…) e a cada vez que o cão ouve o som ele começa a salivar, à espera da comida. Isso mostra como se dão diversos tipos de associações nos humanos. Ou o descondicionamento: vc começa a tocar o determinado som, sem dar comida ao cão, e aos poucos ele vai desfazendo a associação de uma coisa com a outra.

    Esse condicionamento é verdadeiro, e peça central nas fobias, medos, preconceitos, comportamento de recompensa, etc.

    A psicologia cognitivo-comportamental não ignora a psicologia evolutiva, por exemplo, é levado em conta que alguns medos são congênitos, como o medo de altura e do escuro nas crianças (por motivos óbvios).

    Há ainda muito mais que o condicionamento, há também, na parte cognitiva, tipos de pensamento e estratégias que reforçam ou desfazem as associações, positivas ou negativas. Penso que da mesma forma haja coisas aproveitáveis de outras escolas psicológicas.

  6. Paralelo Says:

    Cheguei num ponto em que me parece perfeitamente seguro ser dogmático com a psievo… Ela é verdade, e o resto são detalhes.

    As outras pesquisas, que ingnoravam a evolução, sem dúvida toparam com verdades… Mas está tudo tão misturado com suposições absurdas, que parece bem mais negócio começar do zero. E acho que é isso que está sendo feito, e que continuará sendo.

    Mas, tá, como dogmático assumido, sequer tenho fontes em que me apoiar, kkkkkkk. Tudo se passa, pra mim, como se fosse óbvio.

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