IEI 8 (Mulheres Inteligentes)

Busca de Mulheres Inteligentes é Assunto Metafísico x Elas existem!
(Diego & CD contra Paralelo, Pierre e Vitor)

O Pierre não estava quando o assunto surgiu. Uma pena, pois precisei de reforços! Se “mulheres inteligentes” soavam como “fantasmas” para a rapaziada, eu era o Ghost Buster! É a busca da minha vida, afinal – que o Diego julga, sem dó nem piedade, quixotesca. E o Vitor se revelou bastante fácil de ser demovido da posição. Fiquei só e, confesso, até cedi em um certo ponto – pressionado, porém.

Fato: há menos mulheres inteligentes do que homens. Isso até as mulheres inteligentes que eu conheço admitem prontamente. Mas será a pressão machista da sociedade? Serão os séculos de opressão feminina? Ou será, ao menos em parte, uma questão biológica e (não por ser biológica) basicamente imutável?

Para ser justo, o Diego frisou uma distinção: mulheres inteligentes existem, e ele conhece várias; mas mulheres intelectuais são raridade como a passagem do Halley! E por “mulheres intelectuais” o Diego quer dizer mulheres que: A) sintam tesão em debater idéias; B) tenham capacidade de acompanhar o nível do debate; e C) não fiquem intimidadas pelo clima desafiador, inquisitivo e às vezes mesmo arrogante das discordâncias.

O problema para A seria biológico: mulheres têm menos testosterona e não se sentem estimuladas com enfrentamentos – até onde sei, isto tem respaldo científico e, ademais, parece óbvio (mas nem por isso faltam mulheres esportistas, logo vejo); o problema de C é parecido: há a nítida sensação de que mulheres ali ficariam tímidas. As próprias mulheres acham isso – mesmo as que amam as idéias que estão sendo debatidas. Talvez até tivessem o que dizer, mas não se sentiriam à vontade para expressá-lo num ambiente tão “hostil” (sem testosterona, assim pareceria pra elas).

E o problema B? É o que penso: mulheres não têm estímulo pessoal para trabalhar idéias intelectuais e, em conseqüência disso, acabam menos competentes. Afinal, intelecto também é prática. Se você lê muito, forma idéias e as debate, vai acabar mais sabido do que quem apenas lê muito. Mas não significa que, se as mulheres trabalhassem as idéias, não atingiriam níveis tão bons quanto o dos homens.

E o que falta para elas trabalharem mais idéias e apreciarem o debate? O que falta para se sentirem à vontade em debates?

Penso que falta os homens não serem tão impulsivos em debates. Ora, até os próprios homens não ficam à vontade se seus interlocutores são seguros demais, incisivos demais, arrogantes demais. Um ambiente favorável pode fazer aflorar argumentos maravilhosos de alguém que, numa roda mais hostil, se limitasse a ter vergonha e ficar calado. E qualquer mulher específica poderia, sem dúvida, ajudar a coisa a fluir, decidindo ser um pouco mais ousada e menos temerosa de réplicas incisivas.

Minha aposta é que, se estimuladas e deixadas à vontade, as mulheres poderiam, precisamente por terem um cérebro diferente, fazer contribuições que jamais ocorreriam a um homem. Mas o homem é bruto e combativo por natureza. Enquanto não provarmos o quanto podemos ser gentlemen, e estou certo de que podemos, elas bem terão razão em ficar desconfiadas e recalcitrantes.

Aliás, insisto que podemos! Sobretudo se for nosso objetivo – não vai acontecer com os que julgam, de saída, que as mulheres são incapazes.

Agora vão dizer que, muito espertinho, estou buscando a simpatia delas!

Como homem saudável, sou suspeito, fazer o quê?

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25 Respostas to “IEI 8 (Mulheres Inteligentes)”

  1. Jonatas Says:

    A questão é muito simples: além de diferenças de personalidade que levam menos mulheres a gostar, por exemplo, de RPG, as mulheres têm um desvio-padrão menor que os homens.

    O que isso quer dizer? As mulheres, talvez pelos dois cromossomos X, enquanto que os homens têm XY (ver http://www.futurepundit.com/archives/004187.html – em inglês), têm uma variabilidade menor em suas características que os homens, e isso vale de maneira cientificamente comprovada para a inteligência. Como nos extremos de inteligência há pouquíssima gente, mesmo entre os homens, há uma verdadeira raridade de mulheres, devido à sua proximidade geral à média.

    Há mais homens burros e homens inteligentes que mulheres, e há mais mulheres de inteligência mediana que homens. O desvio-padrão das mulheres é cerca de 13% menor que o dos homens. Numa faixa de QI de 4 desvios-padrão acima da média, devem haver estatisticamente 30 homens para cada mulher. O mesmo vale para 4 desvios-padrão abaixo da média, o que corresponderia a uma profunda incapacidade mental, 30 homens para cada mulher.

    Dependendo da metodologia do teste de QI, algumas vezes os homens aparecem como mais inteligentes em média que as mulheres. Além disso, homens em geral têm vantagem em habilidades espaciais, enquanto que mulheres têm vantagem em habilidades linguísticas, talvez isso explique alguma disposição intelectual, talvez não.

    Há também diferença racial no desvio-padrão, os asiáticos em geral têm um desvio padrão um pouco maior, os caucasianos um dp médio, e os negros um dp um pouco menor. Some-se isso à inteligência mediana bastante baixa dos negros e não é surpresa que haja poucos cientistas negros, ou que precisem de cotas para entrar na universidade, ambiente cujos alunos têm normalmente 15 pontos de QI acima da população em geral.

  2. Jonatas Says:

    Não que diferenças étnicas de QI sejam motivo para discriminar, claro, nem positiva- nem negativamente.

    Eu tinha lido em um lugar que, para 4 dp acima da média, haveria 30 homens para cada mulher, mas pelos meus cálculos agora seria mais algo como 7 homens para cada mulher, então estou postando aqui para corrigir. 4 dp acima da média talvez seja uma medida excessiva (QI 160, dp15), 3 dp acima da média (QI 145, dp15) já é o suficiente para vencedores de Nobel e gênios. Em 3 dp a proporção de homens para mulheres deve ser algo em torno de 3 homens para cada mulher… mas estou fazendo uma estimativa bem imprecisa. Para negros com QI 160 (4 dp de 15), minha estimativa deu algo como 1 milhão de brancos para cada negro, de forma que não deva existir estatisticamente nenhum negro na Terra com esse QI, exceto mestiços, mas é uma estimativa imprecisa também.

  3. Diego Says:

    É totalmente intuitiva minha hipótese. Mas acho que os negros homens, dependendo da raça (penso nos hutus e tutsis) são em média mais inteligentes que as mulheres brancas de mesma criação e tal.

    Existe uma quantidade muito maior de desvio genético entre a galera que chamamos de negros do que entre todos os brancos do mundo, basicamente porque saímos da áfrica. Então presume-se que haja sim negros que são pontos altos do gráfico.

    No entanto, é evidente que, se houver um dado estatístico confirmado, sem viés de observação dizendo o contrário, qualquer pessoa que o conteste é um racista ou um desesperado.

    Mas a chance de um viés de observação aí é enorme.

  4. Jonatas Says:

    Já vi casos de negros muito inteligentes, mas geralmente são mestiços. Os braquicefálicos me parecem mais inteligentes que os dolicocefálicos (que é a forma mais distintiva da África). No entanto, em termos de resultados de testes, apesar da diversidade genética africana, parece haver uma média constantemente baixa, conforme esse quadro da Wikipedia:

    Não tenho dados específicos quanto aos hutus e tutsis, embora nas estimativas de Richard Lynn (pouco precisas), Ruanda apareça com um QI médio de 70. A diferença no QI médio entre homens e mulheres é negligível. Visto que grande parte dos genes de inteligência estão no cromossomo X, que a menor prevalência das mulheres nas faixas altas e baixas de inteligência se dá devido à sua menor variabilidade, e que as mulheres compartilham de modo geral dos mesmos cromossomos X que os homens, uma variação significativa na média entre homens e mulheres seria improvável e possivelmente devida a erro nos testes.

  5. Diego Says:

    Mas os negros aos quais você se refere são os negros do mundo (que óbviamente tem o QI mais baixo, por razões relativas a proteínas e educação) ou os negros de um estudo que os compare com brancos com a mesma criação e alimentação? (caso no qual a diferença seria de fato genética)

  6. Diego Says:

    http://en.wikipedia.org/wiki/Race_and_intelligence

    Aqui tem um lugar mostrando que o crescimento de QI dos negros e hispano americanos é mais rápido que o dos brancos, o que evidencia a importância socioeconômica.

    Ou seja, é precipitado afirmar que os negros são geneticamente menos inteligentes. É correto, evidentemente afirmar que em média eles são menos inteligentes, mas não que em média são GENETICAMENTE menos inteligentes.

    Até.

  7. Jonatas Says:

    Ambos. Foram feitos numerosos estudos com dados de uma população muito grande nos EUA, incluindo estudos de gêmeos separados no nascimento, etc., que mostram invariavelmente uma grande diferença étnica (maior que 1 dp), independente de qualquer tipo de viés. Pensa-se que fatores como nutrição e educação só influenciem negativamente o QI de forma significativa estatisticamente para grandes populações em casos extremos de deprivação. A média baixa da África sub-saariana persiste, de forma ainda mais marcante para a população de khoi-san (bushmen e hottentots), caso parecido ao dos aborígenes australianos.

    A diferença é quase certamente genética, a mesma que leva alguns judeus a ter uma inteligência excepcional e que leva asiáticos imigrantes a terem uma média de QI maior que os caucasianos apesar da diferença cultural (que na verdade pouco importa).

  8. Jonatas Says:

    Eu já conheço esse artigo. O crescimento mais rápido do QI de negros e hispânicos em relação ao de outras populações é controverso, há indícios de que esse crescimento tenha estagnado na última década. Na verdade se sabe que mestiços negros com brancos têm um QI intermediário. É possível que o tal “crescimento mais rápido” seja mero resultado de um processo de miscigenação.

  9. Jonatas Says:

    Desculpe se soei racista, realmente não é minha intenção, e não sou discriminador nem nada… características genéticas não mudam a importância de uma pessoa, o seu valor moral, etc. 😉

  10. Paralelo Says:

    Estou achando toda essa convicção, ou mesmo suspeita, sobre mulheres e negros serem naturalmente menos inteligentes bem estranha.

    Só vou dizer que tenho um palpite forte de que essas medições de QI correm um sério risco de medir exatamente as características valorizadas na sociedade. Claro: a medida de QI tem correlação com sucesso profissional. Justo. Mas quem disse que “sucesso profissional” é, em si, medida de inteligência?

    Vocês parecem bem informados. O que diriam da possibilidade de que a relação seja inversa? Digo: os homens brancos (que por motivos ambientais “by Jared Diamond” calharam de conquistar o mundo) têm seus vieses e, é claro, ergueram a civilização dentro desses vieses. Agora, seus testes de QI medem justamente a competência nesses vieses! Não há tal risco?

    Outra: inteligência é como massa corporal – pode ser alimentada ou não. Então há algo de vicioso em tentar medir competência de negros que, por razões sociais, são quase sempre pobres e não têm chance de desenvolver seu potencial; e mulheres que, também por razões sociais que só agora começam a arrefecer, continuam tendo dificuldades no mesmo quesito: sabemos que um mesmo trabalho será mais valorizado, em todos os cantos, se sabidamente feito por um homem.

    O que quero dizer é: pesa preconceito óbvio contra mulheres e negros. Assumir que esse preconceito não têm impacto neles e, então, tomar como base o resultado de medições de inteligência… Não parece que vai dar certo.

    Tornar-se inteligente é chato, e se você ainda perde o estímulo ao ver que, por sua condição, é levado menos a sério do que um homem branco que faça o mesmo, é normal que fique atrás na corrida.

    E sobre essa coisa do nível de variação genética entre “raças”? Não estava claro que as pessoas diferem mais geneticamente entre si DENTRO de um grupo do que ENTRE grupos? Era o que eu sabia.

  11. Jonatas Says:

    Esse negócio de “dentro” e “entre”: a significância genética não é quantitativa (número de genes) e sim qualitativa (quais genes). A variação “dentro” é qualitativamente diferente daquela “entre”, os genes que mudam são outros. O impacto da mudança não depende do número dos genes, mas do seu efeito. Sabe-se que a variação genética dentro do conjunto dos negros é muito grande, ou seja, entre uma raça negra e outra pode haver uma diferença maior que entre caucasianos e asiáticos, por exemplo.

    A validade do conceito de QI é realmente questionável. No entanto, os resultados dos testes condizem com o que se esperaria. Por exemplo, seria esperado que as mulheres tivessem uma variação de inteligência menor que a dos homens, já que elas recebem dois cromossomos X, e por isso os efeitos extremos de um são anulados pelo outro, tanto os positivos como os negativos, de forma que há uma “moderação” que faz as características genéticas tenderem à média, enquanto que para os homens os efeitos do único cromossomo X que recebem se manifestam, sejam extremos ou não. Isso implica que a média entre homens e mulheres seja semelhante (são os mesmos cromossomos X, apenas com efeito diluído nas mulheres), e que o desvio-padrão seja maior para os homens. Ambas as coisas são bem refletidas nos resultados de QI, o que sugere que eles sejam precisos.

    Sobre o argumento cultural dos homens brancos, ora, como eu disse, os asiáticos e muitos outros com cultura bem diferente conseguem às vezes resultados maiores que os dos “homens brancos”. As mulheres estão sob o mesmo ambiente cultural. Isso implica que a cultura tenha pouca influência para os testes. Todas essas possibilidades de influência cultural já foram bem estudadas por uma multitude de experimentos, com gêmeos idênticos separados no nascimento, etc.

    Enfim, não que isso tenha grande importância, se quiserem pensar que a inteligência é igual para todos os grupos étnicos, isso seria muito favorável em termos do politicamente correto, embora fosse um pouco de sorte demais esperar isso de uma evolução implanejada. Além de que as diferenças se notam em termos de conquistas, todos vêem que há mais gênios homens brancos, e há uma prevalência de alguns judeus. Alguns judeus evoluíram a somente 500 anos na Europa certos genes que aumentam a difusão neuronal e, coincidência ou não, isso se reflete bem no resultado de QI, que chega a ser 1 desvio-padrão maior que o dos caucasianos, o que sugere que o QI seja uma medida confiável, mesmo que não meça de forma 100% direta aquilo que consideramos inteligência.

    Creio que o transhumanismo será uma maneira rápida de superar essas diferenças entre grupos, pois todos poderão elevar sua inteligência para bem acima dos níveis de qualquer grupo atual, sem perder o que lhes é distintivo como a cor da pele ou feições. Caso isso ocorra, mesmo que seja um efeito demorado, aos poucos a África vai se desenvolver, e não será mais necessário no Brasil ter cotas para negros na universidade.

  12. Paralelo Says:

    Jonatas: seria esperado que as mulheres tivessem uma variação de inteligência menor que a dos homens, já que elas recebem dois cromossomos X…

    Parece cristalino. Mas então vale pra tudo?

    Há MENOS mulheres muito gordas ou muito magras, muito bonitas ou muito feias, muito altas ou muito baixas, muito fortes ou muito fracas, muito ciumentas ou muito “abertas”, etc., do que homens?

    Se a resposta é não, então a inteligência não precisa respeitar isso, especialmente por que a inteligência não é um atributo fixo como a altura, mas passível de melhora ou piora, como o peso – e a “tendência à média” observada seria simplesmente fruto de que as mulheres sofrem nítido preconceito social. O mesmo valeria para os negros. E um sinal disso é que eles são o caso oposto: variam MAIS, e não menos, geneticamente.

    É preciso levar a sério essas possibilidades, pra não cometer a tremenda sacanagem de fazer a profecia se cumprir por si mesma: as pessoas esperarem que mulheres e negros sejam inferiores e, por causa disso, eles se saírem pior em testes objetivos. Sem dúvida erros do tipo já ocorreram, comprovadamente.

    Enquanto não se puder isolar os efeitos do preconceito, que sem dúvida há, qualquer afirmação parece suspeita, não?

    Quando digo “preconceito”, não corro o risco de estar maldizendo uma visão objetiva das pessoas (caso mulheres e negros fossem mesmo inferiores). Dá pra saber que preconceito autêntico existe com base naqueles testes comparativos, onde um mesmo resultado é apresentado como sendo de uma mulher e, por isso, é avaliado de forma menos positiva do que quando se disse que era de um homem.

    Enfim, não que isso tenha grande importância, se quiserem pensar que a inteligência é igual para todos os grupos étnicos, isso seria muito favorável em termos do politicamente correto, embora fosse um pouco de sorte demais esperar isso de uma evolução implanejada.

    Até onde vejo, é de se esperar que a inteligência varie entre indivíduos. Uma evolução implanejada sem dúvida implica nisto. Mas não vejo por que deveria haver diferenças consistentes entre grupos, sobretudo sabendo da origem especialmente comum de todos os seres humanos vivos hoje. Parece que a evolução teria que ser especialmente planejada para que tais diferenças consistentes existissem.

    Uma coisa é os orientais, por questão de clima específico, terem olhos puxados. Outra é supor que as diferentes populações enfrentaram “problemas de inteligência” tão diferentes a ponto de resultar em capacidades diferentes ao longo do tempo – ainda mais sabendo que a inteligência serve mais à dinâmica social, que é a mesma por todas as partes, do que aos vieses do ambiente, quando existem.

    Além de que as diferenças se notam em termos de conquistas, todos vêem que há mais gênios homens brancos, e há uma prevalência de alguns judeus.

    Sim. Mas os negros poderiam até ser geneticamente mais inteligentes e, ainda assim, teríamos mais gênios brancos – pelo simples motivo de que negros geram hostilidade com “base” na cor da pele e, por isso, sequer tiveram acesso à escrita (!) ao longo da história. Mesmo hoje, os mais inteligentes parecem perder tempo justamente com a “causa do orgulho negro” – crítica feita brilhantemente por um negro americano, li na Super.

    Eu realmente duvido que a África fosse se desenvolver mais rápido se você substituísse cada negro por um branco equivalente (digo, com o mesmo nível de educação, embora com um “cérebro de branco”, se isso fizer diferença – o que duvido).

  13. Jonatas Says:

    Bom, a inteligência, ao menos medida por QI, é em grande parte genética. O efeito da genética no QI dos adultos é de algo como 0.8 (sendo 1.0 uma correlação positiva perfeita).

    Tem razão em que o efeito do preconceito é negativo, seja qual for a condição verdadeira de diferença, e talvez em termos de efeito fosse melhor considerar que todos são iguais (politicamente correto), ou pensar que a verdade é melhor independente das consequências.

    Seu argumento para diferenças “entre” grupos pode ter alguma razão, afinal, atributos como a altura são relativamente constantes “entre” raças (embora na verdade haja alguma diferença entre elas). Pigmeus e asiáticos são mais baixos, negros e caucasianos são mais altos.

    Mas estou convencido de que o motivo para o desenvolvimento de um país é em grande parte o QI da sua população. Vide o livro “IQ and the Wealth of Nations” do Richard Lynn.

  14. Diego Says:

    “É preciso levar a sério essas possibilidades, pra não cometer a tremenda sacanagem de fazer a profecia se cumprir por si mesma: as pessoas esperarem que mulheres e negros sejam inferiores e, por causa disso, eles se saírem pior em testes objetivos. Sem dúvida erros do tipo já ocorreram, comprovadamente.”

    Quero pontuar que em grande parte dos casos, as expectativas de uma pessoa a respeito de si mesmas refletem esse tipo de condição. Não imagino que os negros tenham uma tendência tão grande quanto os brancos de se acreditarem como futuros genios, ou futuros muito inteligentes. Essa diferença de expectativa projeta esforços mentais diferentes que podem eliciar boa parte da diferença nos casos de criação símile.

    “Parece que a evolução teria que ser especialmente planejada para que tais diferenças consistentes existissem.”

    Ou seja, seria necessária uma pressão evolutiva para que povos diferentes desenvolvessem níveis diferentes de QI. Dado o tempo de separação da espécie do ancestral comum (eva mitocondrial), isso é pouquíssimo provável, principalmente se considerarmos que a separação foi extremamente rápida de início, ou seja, todas, ou a grande maioria, das regiões que geraram brancos teriam de estar sob a égide de pressões que aumentam inteligência, e a maioria das regiões que gerariam negros não.

    “Mas estou convencido de que o motivo para o desenvolvimento de um país é em grande parte o QI da sua população. Vide o livro “IQ and the Wealth of Nations” do Richard Lynn.”

    Muito raramente eu desqualifico um argumento sem lê-lo. Mas esse me parece um bom caso para fazê-lo.
    A riqueza das nações depende de N fatores, entre eles ambiente, forma de organização das comunidades primitivas, quantidade de alimento disponível ao longo da história, relações com os vizinhos, diferenças de altitude médias, distância do equador (e consequentemente o tamanho do dia ou da noite) Hábitos culturais e sua evolução. Idéias geniais reproduzidas em larga escala etc etc etc……
    É descabido (a palavra ideal é a do inglês. Preposterous) fazer qualquer afirmação que trace um eixo causal entre o QI das pessoas de um país e a riqueza. Correlação e causalidade são distintos, e tem de ser tratados como tais.

  15. Diego Says:

    Analogamente, eu poderia defender que os seres humanos dominaram as outras espécies por as mulheres terem peitos grandes e rosados.
    A correlação entre peitos rosados e grandes e dominação de outras espécies é abismal, mas há poucos homens fora de asilos com razões para crer que um desses eventos possa ter causado o outro.

    Pontuo que no caso das mulheres, é totalmente distinto, poderia sim ser o caso que mulheres fossem mais inteligentes do que homens, porque a distância de funcionamento cerebral, e da estrutura física do cérebro, e do mentalês, e dos genes, é imensamente maior entre um homem e uma mulher do que entre dois homens (em media, as usual).

  16. Jonatas Says:

    Ou seja, seria necessária uma pressão evolutiva para que povos diferentes desenvolvessem níveis diferentes de QI. Dado o tempo de separação da espécie do ancestral comum (eva mitocondrial), isso é pouquíssimo provável.

    Não é… se sabe que alguns judeus Ashkenazi desenvolveram uma diferença de QI de aproximadamente 1 desvio padrão a mais que os caucasianos em um período de apenas 500 anos. Se sabe os genes que eles desenvolveram, se sabe por experimentos que esses genes aumentam as conexões neuronais, e o aumento das conexões (o que se poderia esperar que gerasse inteligência autêntica) vem junto com um aumento de QI (mostrando que o QI está relacionado à inteligência), além de um aumento no número de gênios (os Ashkenazi estão sobre-representados entre gênios e cientistas, levando em conta que são uma população pequena). Tem um artigo muito completo sobre essa questão aqui: ( http://homepage.mac.com/harpend/.Public/AshkenaziIQ.jbiosocsci.pdf )

    Sobre a riqueza das nações, o livro do Richard Lynn não ignora outros fatores, mas aponta uma alta correlação entre QI e PIB per capita, o que seria natural e esperado. Uma nação mais inteligente deve se tornar mais rica por funcionar melhor. Comparando, na minha experiência, Brasil e Alemanha, eu vejo como isso acontece claramente. No Brasil o QI médio é cerca de 87, na Alemanha cerca de 102. Os alemães são muito mais organizados e realizam um trabalho muito melhor, pelo qual é esperado que ganhem mais dinheiro. Isso pode ser atribuído à cultura, mas eu diria que a cultura é em parte resultado da inteligência. Fora em casos especiais, como em países ricos em petróleo, ou países comunistas, se vê uma grande correlação entre QI e PIB per capita. Os países com QI mais alto são aqueles mais ricos (norte da Europa, leste asiático), aqueles com QI mais baixo são os mais pobres (África sub-saariana), e se observa uma boa correlação nos intermediários, o Brasil por exemplo é intermediário tanto em riqueza como em QI.

  17. Diego Says:

    porque os brasileiros são intermediariamente educados. Tou comigo e não abro. Vou ler o estudo em breve, para ver se mudo de idéia.

  18. Diego Says:

    There is an apparent secular trend in many countries in IQ scores: people today score
    much higher on old IQ tests than people did at the time. The gain varies among countries
    but on average is about five points per decade. This “Flynn effect” (Flynn, 1987) may
    include some real increases in IQ that reflect improvements in biological well being—
    better nutrition, vaccination, antibiotics for childhood disease, etc. A perhaps more likely
    explanation is the increase in school attendance, leading to familiarity with the format of
    short-answer timed tests. Whatever its basis, the gain has occurred uniformly across
    ethnic groups and social classes so relative group differences have remained unchanged.
    It also seems to have stopped in recent decades (Jensen, 1998).

    Se cresceu igualmente em diferentes grupos, isso reflete uma situação de educaçao melhorando para todos. Agora, nas próximas décadas, em que ao menos em alguns países começa a haver uma melhoria apenas para negros, teremos uma evidência empírica mais clara de se a questão é genética ou diz respeito a hábitos. A eliminação do racismo ainda não está completa e é recente…….

  19. Diego Says:

    Parece bastante evidente que os judeus em questão no paper são geneticamente mais inteligentes.

    E é consenso suficiente na literatura que o Potencial de QI é determinado geneticamente, mas existem fatores outros de como exercer ou não esse potencial que são determinados socialmente, e há mais razões para se acreditar que a defasagem negra seja relativa a questões sociais (porque, por exemplo, elas incidem sobre todos os negros, independentemente de de que sub-raça) do que a questões genéticas (caso no qual poderiamos separar e distinguir populações de negros diversas e encontrar um desvio inter-subraça grande.

    Precisaria haver, entre alguns negros uma pressão seletiva que fosse contrária a inteligência.
    Os pigmeus evidentemente tem uma, a seleção por tamanho diminui o cérebro e a correlação entre tamanho do encéfalo e inteligencia é 0,4.
    Mas nem todos os negros são pequenininhos.

  20. Jonatas Says:

    Sim, lembrando também que quanto menor o tamanho do corpo mais neurônios sobra à cognição, de forma que, por exemplo, as mulheres têm um cérebro em média menor que o dos homens, mas como seu corpo também é menor, isso não se reflete numa inteligência média menor.

  21. Paralelo Says:

    Ei!

    Que história é essa de correlacionar tamanho do cérebro com inteligência? Isso é delicado, por um lado, e bem grosseiro, por outro. É evidente que há certa correlação quando nos comparamos com outro animais e, talvez, quando comparamos os animais entre si.

    Mas o ponto principal é que, entre humanos, o tamanho de cérebro varia demais, tipo de 1000 (não sei a medida) a 2000, algo assim, e já se viu gênios de cérebro pequeno, e tontos de cérebro enorme.

    Considerando a complexidade do cérebro, e o fato de que o tamanho do cérebro em uma mesma espécie dificilmente interfere no padrão de processamento de informação que cada cérebro desenvolve – e este padrão é que deve ser o responsável pela consciência – duvido muito, mas muito mesmo, que haja correlação relevante entre tamanho do cérebro e inteligência.

    Tá, isso é apelativo: mas não posso deixar de assinalar que a tecnologia de informação vem evoluindo conforme vem se miniaturizando.

    O tamanho do cérebro deve ter mais a ver com questões bobas sobre desenvolvimento pré-natal e parto.

  22. Diego Says:

    índice de correlação 40 %

    Pode procurar em qualquer um desses sites sobre QI em inglês. (heheh)

  23. Jonatas Says:

    Pois é. Não é verdade que um cérebro pequeno será burro e um cérebro grande será inteligente, pois há muitas outras variáveis relevantes. No entanto, é mais provável, estatisticamente, que o cérebro pequeno seja burro e que o cérebro grande seja inteligente. Acho que o tamanho absoluto do cérebro importa bem menos do que o tamanho de algumas partes em especial no que se refere à inteligência. No entanto, como isso é parte da variação normal, é mais provável que essas partes sejam maiores num cérebro maior que num cérebro menor. Ainda há o tamanho do corpo para se levar em consideração, pois mesmo com um cérebro imenso, um elefante é burro, pois o que sobra do seu cérebro para funções intelectuais, descontado o tamanho corporal, é muito pouco.

    Me arrisco a dizer ainda que, em níveis extremos de inteligência, é muito mais provável haver cérebros grandes, pois é necessária toda uma confluência de variáveis positivas.

    Não precisava realmente tocar na questão racial, mas há diferenças marcantes aí.

  24. Jonatas Says:

    Inclusive, na antropologia, ao se estimar a inteligência dos humanos primitivos (antes do homo sapiens sapiens), o fator mais importante que se leva em consideração é o tamanho da caixa craniana (afinal, não se pode observar as outras variáveis, já que o cérebro sumiu). Por isso se diz que o homo sapiens neanderthalensis era tão inteligente quanto os humanos modernos. Ele tinha um crânio em média maior que o dos humanos modernos, e um tamanho corporal também um pouco maior, o que se traduz numa inteligência mais ou menos igual (todas as outras variáveis sendo iguais).

  25. Diego Says:

    ¶34 This principle of differential “parental investment” makes Darwinian sense and probably does underlie some different, and broadly general, emotional propensities of human males and females. But contrary to claims in a recent deluge of magazine articles, parental investment will not explain the full panoply of supposed sexual differences so dear to pop psychology. For example, I do not believe that members of my gender are willing to rear babies only because clever females beguile us. A man may feel love for a baby because the infant looks so darling and dependent, and because a father sees a bit of himself in his progeny. This feeling need not arise as a specifically selected Darwinian adaptation for my reproductive success, or as the result of a female ruse, culturally imposed. Direct adaptation is only one mode of evolutionary origin. After all, I also have nipples not because I need them, but because women do, and all humans share the same basic pathways of embryological development.

    ¶35 If evolutionary psychologists continue to push the theory of parental investment as a central dogma, they will eventually suffer the fate of the Freudians, who also had some good insights but failed spectacularly, and with serious harm imposed upon millions of people (women, for example, who were labeled as “frigid” when they couldn’t make an impossible physiological transition from clitoral to vaginal orgasm), because they elevated a limited guide into a rigid creed that became more of an untestable and unchangeable religion than a science.

    Achei isso uma crítica inteligente do Dawkins a psicologia evolutiva. Dê uma olhada.

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