De Tudo um Pouco…


Depois do enorme sucesso do texto O Fim de Lost, abaixo, meu recorde absoluto na internet, dei mais uma parada com o blog e o site. Sim, eles andam beeeeem mais devagar do que eu gostaria. Pelo menos, agora isto tem sido inevitável e por bons motivos. Houve tempo em que era por pura e vagabunda preguiça mesmo, rs.

1) Estou acompanhando a Copa do Mundo de perto. Isso eu faço. De 4 em 4 anos. Por quê? Dá um prazer enorme, eu sou hedonista, então fecha. Hoje, por exemplo, fiquei frustrado com a Costa do Marfim, que jogou também seus 4 jogos em Copa do Mundo e, hoje, se limitou a ficar com medo do Brasil e partir pra violência. Não queria que o Brasil perdesse, mas um empate ou uma vitória por um gol (saldo) ia bem. Quero a Côte d’Ivoire nas oitavas!

2) Estou lendo A Solução de Poincaré, livro de Donald O’Shea, basicamente sobre a matemática das dimensões. De palpitar! O livro se diz pra leigos, mas está no limite da minha atual competência matemática, que não é tão pouca assim. Estou feliz porque ele aprofunda questões que A Janela de Euclides, de Leonard Mlodinow, só aludiu, me deixando com água na boca. E só aumenta minha sensação de que a interpretação padrão dos grandes resultados matemáticos é errada. Pra ficar num exemplo: retas (euclidianas) e geodésicas simplesmente não são a mesma coisa, e não deixa de ser filosoficamente confuso misturar os nomes delas nas geometrias não-euclidianas, chamando tudo de “reta” e parecendo dizer algo espetacular: que há triângulos (três lados retos) com mais de 180º internos. Desconfio que há uma faxina conceitual a se fazer na matemática.

3) Também andei meio professor Ludovico, andando pra lá e pra cá, com especulações insanas sobre a natureza do Infinito matemático. Tive uns debates no orkut e descobri que minha ideia geral não era, afinal, confusão de um leigo. Há realmente matemáticos respeitados que a defendem. Além disso, achei até um caminho – quão irrelevante eu não sei, rs – para se evitar a bizarra prova diagonal de Cantor. Na pior das hipóteses, tudo isso me deixou com uma vontade triplicada de estudar a coisa. Fabuloso, pois. E o que nos leva ao ponto 4.

4) Espero conseguir turbinar meu intelecto seguindo a dica da Superinteressante (uma certa capa do ano passado). A coisa é meio cara, mas vale à pena. Tomara que dê certo. Desejo ser um rolo compressor sobre os livros de Cálculo.

5) Assisti a uns filmes recentemente (depois de Lost, um tempo em seriados, please).

a) Jogos Mortais VI: depois de um primeiro filme genial, uma continuação já meio fraca e mais três capítulos (III, IV e V) decididamente rasteiros (mas ainda legaizinhos pra quem gosta da coisa), este sexto filme é até um pequeno avanço. Três qualidades: o mais violento; o mais mitológico; o mais “Jigsaw é o cara” desde o capítulo II. Gostei.

b) Toy Story 3: meu primeiro filme em 3D. Uma estreia arrebatadora! Nota 10! Já amava os filmes anteriores, mas este superou até Monstros S. A. que, até então, era meu preferido da Pixar. E isto porque a consciência emocional da história aqui é cativante até não poder mais. Uma ode, belíssima!, à amizade e ao amor incondicional. E ainda temos ação e humor (inteligente e pastelão) de primeiríssima categoria.

c) [REC]²: o primeiro filme é fabuloso, dos que mais me assustou (e isso é incrivelmente difícil). Este segundo é puro lixo, e foi frustrante apesar de eu já saber que seria fraco e não pretender mais do que me distrair com ele. Poucos filmes merecem essa recomendação: não veja, em qualquer hipótese. Ele nem é daquele filme que, de tão ruim, se torna interessante pelas falhas absurdas. É só um tédio neutro mesmo.

d) A Fantástica Fábrica de Chocolates (1971): Certos filmes talvez não devam ser revistos. Vi este uma dúzia de vezes em minha infância e adolescência e, até ontem, o tinha como uma obra-prima. Foi dolorido ver que, com meus olhos adultos e críticos de hoje, o filme se esfacelou. Mal interpretado (exceto por Gene Wilder, que ainda é algo que vale a pena ver). Constrangedor em suas bobices visuais, musicais, morais, criativas, etc. Um dia ainda vou revê-lo, outra vez, pra ver se não estava só num mau dia. Já ocorreu com Indiana Jones e a Última Cruzada, que é sim fabuloso.

6) Filmes que me esperam em breve: Cidadão Kane (estou receoso do tédio, rs); Mississipi em Chamas (deve ser ótimo, eu sei… mas também tô enrolando); Creation (o filme de Darwin não chega a me empolgar, mas soa atrativo – o trailler foi dos melhores que vi); O Golpista do Ano (Jim Carrey nunca mais foi genial, mas é sempre imperdível).

7) Livros que me esperam: Gödel, Escher, Bach, Douglas Hofstadter (antes de julho, juro!); A Música dos Números Primos (nem lembro o autor, mas completa meu ciclo preparativo para imergir em matemática de vez).

8 ) Quero concluir, antes da Copa terminar, um blog com os retalhos de tudo que anoto. Muito difícil, mas vou tentar.

9) Acabei de ouvir o novo disco do Capital Inicial, Das Kapital. Medíocre é elogio. Só não é pior do que o Sacos Plásticos dos Titãs, que chega a ser ofensivo de tão ruim. E eu adoro muita coisa de Capital Inicial (sobretudo o Atrás dos Olhos, de 1999). Bem: a tal “música de trabalho”, Depois da Meia Noite, é apenas Capital Genérico, sem qualquer inspiração nova, e faz ter saudades de músicas já nem tão boas como Tudo Que Vai… A única música que me agradou foi Como Se Sente, e olhe lá. Quase esquecível. Por que, oh céus, as bandas de música só despencam em qualidade?

Deixa eu voltar pro A Solução de Poincaré agora.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: